segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Rede Estadual do RJ fará paralisação quarta-feira

O Movimento Sindicalismo Militante convida o conjunto d@s Trabalhador@s da Educação para aderir à paralisação de 24 horas e participar da manifestação na próxima quarta-feira, a partir das 14h, em frente à SEPLAG!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carta d@s Educador@s do Colégio Municipal Botafogo


Macaé, outubro de 2012
Colégio Municipal Botafogo

CARTA D@S EDUCADOR@S DO COLÉGIO MUNICIPAL BOTAFOGO

            Em nossa instituição de ensino, podemos observar uma heterogeneidade do corpo docente no que tange às experiências de vida e profissional e ao tempo de vínculo com a rede municipal e com o próprio Colégio. Por outro lado, de diferentes formas, fomos muito bem recepcionados e acolhidos neste Colégio, que é uma referência para a comunidade ao redor, alijada de diversos serviços públicos de qualidade e das riquezas produzidas pela ‘capital nacional do petróleo’. A maneira gentil, honesta, transparente e dialógica com a qual a Direção nos recebeu possibilitou e possibilita, paulatinamente, a homogeneidade entre o corpo docente relacionada à satisfação em sermos lotados nesta Unidade, mesmo com os diversos desafios existentes diante das mazelas sociais causadas por uma distribuição extremamente desigual de investimentos nesta cidade. Combinando a receptividade no Colégio ao sonho coletivo de trabalharmos em busca de uma Educação Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade, que coloque os conhecimentos a serviço da Humanidade, temos o dever de prezar por nosso compromisso pedagógico e nos dedicar às melhorias necessárias para os estudantes, principalmente.

            Feita esta introdução, é preciso situarmos o solo conturbado sobre o qual pisamos. Nosso público-alvo é composto por estudantes que vivem numa comunidade sem saneamento básico adequado; estudantes com graves problemas familiares, como alcoolismo, uso de drogas ou violência; estudantes cujas famílias vêm de diversas partes do Rio e de outros estados do país em busca de um lugar ao Sol em Macaé; estudantes com pais muito jovens e imaturos porque tiveram seus filhos precocemente; estudantes com pais desempregados, analfabetos ou até mesmo assassinados pelo poderio bélico oriundo dos confrontos entre a polícia e o tráfico etc. Nenhuma pessoa com conhecimentos básicos de Educação é capaz de afirmar que essa realidade não influencia decisivamente sobre o cotidiano de nossas salas de aula! O quadro apresentado parece assustador e realmente o é, tanto que antes de nossas escolhas muitas estórias foram relatadas e recebemos conselhos para não trabalhar no Botafogo. Com a perspectiva de que nada deve parecer impossível de mudar, registramos que temos sonhos a construir a fim de garantir um futuro diferente para nossas crianças e nossos jovens.

            Diante do exposto, é de nosso desejo que a Secretaria Municipal de Educação de Macaé não se submeta aos atuais ditames das políticas educacionais em nosso país, que enxergam a Educação como números e estatísticas em vez de trabalhar com o processo, com os conflitos e com os avanços existentes. Não queremos que nosso Colégio seja simplesmente julgado por índices ou fórmulas elaboradas por pessoas que cada vez mais se distanciam da realidade concreta de uma ESCOLA. Ao mesmo tempo, queremos o aumento de investimentos para a infraestrutura, pois se a visão da Secretaria é que o estudante é o centro, o alvo, o fim da intervenção, suas reivindicações precisam ser atendidas. Queremos recursos para a compra dos materiais que muitas vezes professores e professoras retiram do próprio bolso para inovar e criar formas atrativas para garantia do aprendizado; queremos recursos para reforma, reparos e pintura adequados no prédio; queremos recursos públicos para alavancar os excelentes projetos como os de Judô e Dança; queremos recursos para transportar os estudantes para atividades pedagógicas fora do bairro e da própria cidade; queremos recursos para um laboratório de ciências, uma sala de Artes Visuais e uma quadra poliesportiva coberta etc. Enfim, queremos que a Prefeitura tire do papel os slogans de que “A energia do futuro vem da Educação” e “Educação: nossa maior riqueza”, pois não desejamos propaganda, mas ações concretas que possibilitem um real desenvolvimento de nossas crianças e jovens em um dos municípios mais ricos do país.

            Para finalizar, o espectro da obrigatoriedade dos três dias para os professores C reaparece às vésperas de finalizarmos o ano letivo. As tentativas de relacionar a quantidade de dias de trabalho do professor C aos índices supracitados são desonestas e descabidas! Precisamos levar em consideração que o resultado do processo pedagógico é uma síntese de múltiplas determinações. Em nosso Colégio, passa pelo diálogo transparente entre a Direção e o corpo docente a tônica para os processos decisórios. As mobilizações de rua e as paralisações da categoria em 2011 explicitaram à Secretaria o equívoco da Portaria que trazia tal obrigatoriedade e a Secretaria modificou seu teor.

Portanto, ratificamos que não é pela quantidade de dias em que o servidor cumpre sua carga horária que avançamos nas melhorias pela Educação. Ratificamos que, nesta instituição, discutimos e nos esforçamos coletivamente para avançar nas práticas pedagógicas mesmo diante de tantas adversidades. Ratificamos que somos contrários a quaisquer medidas unilaterais e arbitrárias que sejam tomadas a fim de padronizar na rede a organização do quadro de horários dos servidores. Ratificamos que queremos um aumento significativo de investimento público nas escolas, atingindo os estudantes e valorizando os servidores. Ratificamos que o corpo docente do Colégio Municipal Botafogo apoiará e agirá de acordo com as decisões tomadas em nossos espaços, garantindo nossa autonomia e as nossas especificidades.

Assinam este documento:

Gabriel Rodrigues Daumas Marques – Professor C – Educação Física
Joanna de Angelis – Professora C – Educação Física
Aline Cordeiro Campos Neves – Professora C – Matemática
Marcelly Maria dos Santos Brito – Professora C – Ciências
Aniela Amorelli – Professora C – Língua Inglesa
Iomara Barros Dantas da Silva – Professora C – Geografia
Lucia Maria Tavares Q. R. da Silva – Professora C – Artes
Maria da Conceição – Professora C – Língua Inglesa
Rubens Francisco da Silva – Professor C – Ciências
Wellington Luís do Couto Martins – Professor C – Geografia
Manoelli Garcia – Professora C – Educação Física
Maria Teresa – Professora C – História
Mariana Vilardo Freire – Professora C – Educação Física
Diorges Gonçalves – Professor C – Língua Portuguesa
Fabiana Leite da Rocha Cruz – Professora C – Artes
Queila Lima de Gouvea – Professora C – História
Luciana Barbosa Ferreira – Professora C – Língua Portuguesa
Ricardo da C. Ribeiro – Professor C – Ciências
Rosilene Ferreira Fidelis – Professora C – Matemática
Aline Mesquita Carvalho – Professora C – Língua Portuguesa
Leonardo Vieira Bittencourt – Professor C – Matemática
Leonardo Rodrigues Cruz – Professor C – Educação Física
Gabriel Verani – Professor C – Artes
Pablo Ramos Labre – Professor C – Matemática
Nely Menezes Barros – Professora C – Língua Portuguesa
Claudia Maria M. C. da Rocha – Professora A
Rosilene A. do Nascimento – Orientadora Educacional
Jonia Maria Souza da Silva – Professora C – Língua Inglesa
Mick Xavier Silva – Professor C – Matemática
Daniele Cozentino – Professora C – Matemática
Felipe Loureiro – Professor C – História
Victor Falcão Pereira – Professor C – Geografia
José Henrique Benjuir – Professor C – Matemática 

domingo, 5 de agosto de 2012

Paralisação e Assembleia da rede estadual dia 9 de agosto

Na próxima quinta-feira, 9 de agosto, temos PARALISAÇÃO dos Profissionais da Educação da rede estadual do Rio de Janeiro. Enquanto o Governador Sérgio Cabral utiliza recursos públicos para sua comitiva passear em Londres nos Jogos Olímpicos, o mesmo destrói hospitais públicos (como o IASERJ), intervém na autonomia das escolas para escolha de suas direções (como no IERP, em Nova Iguaçu) e envia a Ação Direta de Inconstitucionalidade para modificar nosso Plano de Carreira!

O caminho que @s Trabalhador@s da Educação precisam percorrer para defender nosso triênio, defender nossas escolas e avançar nas melhorias da Educação e da Saúde Públicas é apenas um:
A LUTA!

Portanto, temos a semana para construir a adesão à PARALISAÇÃO, conversar com nossos colegas e nos organizarmos para enchermos o Clube Municipal, a partir das 14h, para discutirmos coletivamente na Assembleia os próximos passos das nossas lutas!

Confira o JORNAL MURAL DO SEPE:

9 DE AGOSTO: PARALISAÇÃO DA REDE ESTADUAL
14H: ASSEMBLEIA NO CLUBE MUNICIPAL

Relato de Professora sobre o IERP na Audiência Pública




Rio de Janeiro, 04 de Agosto de 2012.

Instituto de Educação Rangel Pestana na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

A persistência é a palavra chave do movimento de educadores(as) e estudantes do Instituto de Educação Rangel Pestana (IERP) de Nova Iguaçu, que luta pelas eleições diretas para diretores(as) dentro das escolas. Prova desta persistência ocorreu no dia 01 de Agosto, quarta-Feira, dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na Comissão de Educação, onde o tema da reunião foi: as exonerações dos(as) diretores(as) nas escolas estaduais. E o assunto que norteou as discussões foi a situação do IERP. Perante deputados e representantes da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC), educadores(as) e alunos do IERP expuseram mais uma vez a repressão e a intervenção que está acontecendo na escola de Nova Iguaçu desde o dia 01 de Junho.

A forma como falavam os representantes da SEEDUC era bem mais amena, comparando com os encontros anteriores com os professores da instituição, o que cabe a interpretação de como a coação direta por meio das palavras é uma das formas mais utilizadas por seus representantes. O tom destemido e autoritário de quem falou que “a caneta põe e dispõe” foi trocado por um sentido mais “natural”, ou seja, foi reproduzido algumas vezes, porém tentando modificar o significado que havia sido dado. Deputados a favor do atual governo tentavam fortalecer um sistema educacional que, simplesmente, não existe! Como valorização dos(as) educadores(as) – segundo o deputado tivemos um aumento de 80% nos nossos salários -, a idoneidade do concurso seletivo para diretor, a qualificação constante dos professores da rede...  Tal fala aponta que as reais dificuldades que os(as) educadores(as) da rede estadual efetivamente vivenciam precisam ser sempre evidenciadas para a sociedade para evitar distorções.

Em contraponto, professores do IERP e representante do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (SEPE) reafirmavam todas as denúncias: exoneração por motivo irreal, ameaças aos professores e funcionários da escola, tentativa de sabotar as eleições para diretores (realizada pela escola), impedimento de entrada de professores(as) e estudantes no IERP durante o recesso (estava programada uma colônia de férias), tentativa de trocar horários de professores na metade do ano letivo, presença constante de duas empresas privadas dentro da instituição e também o projeto de colocar polícias militares (PM) armados dentro das escolas estaduais, constatando que o IERP está com dois PMs, em todos os dias, desde o dia que a escola foi interditada. Entregamos os abaixo-assinados da população favorável à eleição direta de diretores(as) (entre 3.000 e 4.000 assinaturas). Falamos tudo e éramos observados(as) por alguns olhares incrédulos, outros acomodados e poucos com uma inquieta inconformidade de escutar tudo e não poder retrucar da forma que gostariam.

Alguns deputados estaduais mostraram total apoio à causa do IERP e foram esses que, em acordo, exigiram investigação do superintendente de Gestão e Pessoal, encaminharam proposta para o secretário de educação do estado do RJ para rever o atual concurso para diretor(a), trazendo como opção a forma utilizada pelo município do RJ (onde há a qualificação e depois a eleição entre os professores da própria comunidade escolar). E mais, divulgamos mais a nossa atual realidade no IERP, mostramos que temos apoio e que lutaremos sempre pela educação democrática! Conseguimos chamar a atenção pra séria forma de intervenção que está acontecendo não só no IERP como em toda a rede estadual do RJ.

Felizes com nossa vitória legislativa, aos poucos colhemos os resultados por conta da união e da força da Luta. Todavia, tentando ofuscar nossa satisfação, o Sr Becker conversou conosco, disse que foi desnecessário trazer para a comissão de educação os assuntos expostos, tentou desqualificar as aulas dadas por professores que atuam o dia inteiro, tentou alegar que muitas vezes a intervenção do SEPE e dos(as) professores(as) é para realizar pedidos particulares. Tentou, tentou e tentou... Mas não tirou o nosso brilho, a nossa certeza de vitória da batalha do dia. Estamos tão firmes na nossa coerência e razão que sempre que somos pressionados a desistir, ganhamos mais força!

A disputa com a SEEDUC, pelo direito de elegermos nossos diretores, não está sendo fácil, não está sendo amenizada. O IERP está, no momento, com quatro interventores nomeados no quadro de diretores, teve suas paredes pintadas dias antes do retono às aulas (um sinal de propriedade), estamos sendo dirigidos por pessoas que não se deram nem ao trabalho de se apresentarem. Entretanto, mantemos nossos ideais! E contamos com todos(as) que também almejam uma pedagogia autônoma, crítica e democrática para fortalecermos sempre mais a nossa – de todos(as) nós – causa. Agradecemos a todos(as) que já estão nos apoiando e esperamos mobilizar os que estão apenas observando, pois estamos fazendo história na educação.

Saudações...
Carla Ramalho (professora – com muito orgulho – do IERP)


Confiram também a matéria na página do SEPE sobre a Audiência Pública na ALERJ:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ato em defesa do IASERJ e dos serviços públicos

Nas últimas semanas, temos acompanhado os avanços do Governador Sérgio Cabral para destruir a Saúde Pública no Rio de Janeiro. 

A partir das 21h do dia 14 de julho e durante a madrugada do dia 15 de julho, a Polícia Militar cercou o Hospital Central do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), para  forçar a transferência de 43 pacientes, então tratados na Unidade, situada na Av. Henrique Valadares. Nem os parentes dos pacientes nem o diretor do Hospital foram informados sobre as remoções!

Desde então, parentes, trabalhadores do Hospital e demais servidores públicos intensificam a Vigília, dormindo no local para aumentarmos a resistência em defesa do IASERJ! 

É preciso ainda explicarmos à população quem são os responsáveis pela situação precária na qual se encontram as unidades públicas de Saúde: o Governador Sérgio Cabral e o Secretário Sérgio Côrtes. Além deles, também foi absurda e desumana a decisão da juíza Simone Lopes da Costa, que derrubou a liminar que impedia a retirada dos pacientes e a desativação do Hospital do IASERJ.


Diante desse quadro, o Movimento SINDICALISMO MILITANTE convoca os trabalhadores da Educação e o conjunto da população para participar da Vigília e comparecer aos seguintes atos:

Amanhã, sexta-feira (27 de julho) às 18h no PÁTIO DO IASERJ!

Domingo (29 de julho) às 10h na Orla de Copacabana.


VAMOS DEFENDER O IASERJ E OS SERVIÇOS PÚBLICOS!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Histórico de luta do Instituto de Educação Rangel Pestana (IERP)


O Movimento SINDICALISMO MILITANTE repudia a truculência e as arbitrariedades cometidas pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro e apresenta seu total e irrestrito apoio ao reconhecimento do processo eleitoral realizado pela comunidade escolar do Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu. 

Direção é CARGO DE CONFIANÇA DA COMUNIDADE ESCOLAR!
Pelo reconhecimento do processo eleitoral realizado e da escolha feita pela comunidade escolar!

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2012.

Histórico de luta do Instituto de Educação Rangel Pestana (IERP)

Esta luta começa no dia 31/05/2012, quando a nossa diretora – eleita pela comunidade escolar – foi chamada após às 19h para comparecer à coordenadoria e tomar ciência de sua exoneração (que seria ratifica no Diário Oficial de 01/06/2012) pela suposta falta de entrega do Censo Escolar/2011, o que já foi provado ser um motivo inexistente. A partir deste momento, o Instituto de Educação Rangel Pestana mostrou uma força incalculável para que sua vontade fosse aceita: o direito de ter um(a) diretor(a) eleito(a) pela comunidade escolar!
Houve manifestações no pátio da escola, na coordenadoria, no calçadão de Nova Iguaçu (uma das ruas centrais do município), em frente à Secretaria Estadual de Educação / RJ (SEEDUC). Ah! A SEEDUC... Neste local, onde deveriam estar e permanecer pessoas voltadas para a educação pública de qualidade, que se realiza por meio do diálogo e do reconhecimento do outro, foi lá onde professores da instituição (que realmente merecem ser chamados como tal) ouviram as mais diversas barbaridades e ameaças! Lá ouvimos que as manifestações realizadas não importavam, sabe por quê? Porque a comunidade escolar não importa e o que vale é a caneta, que põe e dispõe a bel prazer (segundo a fala dos representantes da Secretaria Estadual). Assim com a desculpa de que o concurso para diretor seria a forma mais adequada para selecionar os dirigentes de uma escola (concurso esse que possui avaliações eliminatórias muito subjetivas, a última etapa do processo é uma entrevista onde é avaliado o perfil do candidato, e este perfil não é identificado em local nenhum), a SEEDUC tenta desmerecer cada vez mais a comunidade escolar.
Foi neste clima tenso, por mais de um mês, que a escola ficou sem direção geral. No dia 04/07/2012 chegou ao IERP um diretor geral interino, diretor este que não era concursado (pré-requisito para o cargo, segundo a SEEDUC), concurso esse que realizou sua primeira etapa no domingo, dia 15/07/2012. O interino, em reunião com alunos e professores (assim que chegou à escola), falou (confidenciou?) que faria sim esse concurso, que tiraria 1º lugar e que escolheria o IERP para dirigir, trazendo mais dúvidas para o processo de seleção.
A vinda deste senhor causou tanto alvoroço na escola que a SEEDUC enviou o Sr. Paulo Fortunato (Superintendente de Gestão), e com ele ameaças veladas e ameaças diretas. A escola decidiu gritar! Realizou eleições para diretor! A comunidade escolar organizou, preparou, se mobilizou para um dos atos mais democráticos que há. E o que os representantes de um governo eleito fizeram? Ameaçaram! Queriam nomes, matrículas, queriam delações... E o que fizemos? Cada vez mais unidos, mantivemos nosso propósito de educar, formar cidadãos críticos e políticos. Fizemos debate e tivemos a ilustre presença do Sr. Fortunato, tentando amedrontar com sua aparição. Todavia, novamente não obteve êxito. A eleição foi marcada para os dias 12 e 13 de julho. No dia 11/07 um membro da SEEDUC avisou que seríamos pulverizados se houvesse um voto na urna, sabe quantos houve? Mais de 1.300 votos! Temos um professor da instituição eleito pela comunidade escolar!
No dia 13/07 (sexta-feira 13), tivemos mais uma visita ilustre, demonstrando a força do nosso movimento e das nossas ações, iria ao IERP uma comitiva da SEEDUC, estando presente o subsecretário de educação, Sr. Antônio. Gentil, cordial, simpático disse tudo o que o superintendente de gestão falou, mas com um sorriso nos lábios. O foco da nossa luta, agora, é o reconhecimento do nosso diretor eleito em pleito legítimo, mas (ainda) não legal.
Pensando nesta luta, os professores, funcionários e estudantes organizaram atividades para o período de recesso, para não esquecerem que também fazemos parte da escola, que somos a escola. Esta ocupação foi feita na 2ª feira (16/07) com a participação da comunidade escolar. Mas, como incomodamos bastante... Hoje, tivemos uma surpresa: o corpo docente e discente NÃO pôde entrar e permanecer no IERP. Os portões da escola estão fechados e protegidos, assim como os ouvidos e a boa vontade da Secretaria Estadual de Educação/RJ.
Este relato tem a intenção de obtermos apoio de todos que se comprometem com a educação e que sabem seu valor, como também para incentivar um movimento de onda, onde todas as escolas estaduais se animem a fazer eleições de seus diretores para mostrarmos nossa força. Serve para avaliarmos, com muita criticidade, a postura do atual governo! Por que numa escola não se pode votar, aprender a votar, a analisar propostas, a vivenciar uma boa escolha e o seu inverso, perceber que a maioria (o povo) seleciona quem deve ou não representá-lo e se isso não for realizado da forma prometida, o escolhido pode ser destituído de tal função. Por que essa postura dos nossos governantes que, por acaso, foram eleitos por meio dos votos?
Chamo a atenção para outro fato, o IERP é uma escola de formação de professores, servimos de exemplo para os futuros professores! Se há queixas da inércia da classe, temos que enaltecer tal processo de resistência para fortalecermos as futuras lutas. Assim, teremos professores não só para reproduzir conteúdo, mas sim para formar pessoas com propósitos de pensamento coletivo.

Relato enviado pela Professora Carla Ramalho (Educação Física).



Confira também a notícia na página do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação:

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Paralisação de 48 horas amanhã e quarta - REDE ESTADUAL

O Movimento SINDICALISMO MILITANTE informa e convoca @s Trabalhador@s da rede estadual do Rio de Janeiro para a 

PARALISAÇÃO DE 48 HORAS NOS DIAS 03 E 04 DE JULHO!


Nossa Assembleia ocorrerá às 14h de terça-feira, dia 03, no Clube Municipal, para definir os rumos de nossas lutas em defesa do Plano de Carreira.

Como esta paralisação é unificada com os demais servidores estaduais, na quarta-feira, dia 04, faremos a concentração no Largo do Machado às 10h para marchar até o Palácio Guanabara e mostrarmos nossa contrariedade a mais este ataque do Governo corrupto e burguês de Sérgio Cabral.


CABRAL, TIRE AS MÃOS DE NOSSO PLANO DE CARREIRA!

O TRIÊNIO É NOSSO!

ABAIXO AS METAS DE PRODUTIVIDADE IMPOSTAS PELO GOVERNO SÉRGIO CABRAL!

BASTA DE MERITOCRACIA!

QUEREMOS INVESTIMENTOS SÉRIOS NA EDUCAÇÃO!