sábado, 5 de setembro de 2009

Profissionais de educação do Estado fazem greve de 48h terça e quarta-feira da semana que vem (8/09 e 9/09)!

Terça-feira (8/09) haverá passeata e Assembleia do movimento que vai derrotar o projeto do governo Cabral/PMDB


Na última quarta-feira, 02/09, o movimento dos profissionais de educação do Estado teve mais um momento importante na definição de seus rumos. Pela manhã, houve uma audiência pública em que representantes da direção do SEPE levaram um estudo detalhado do PL 2474/2009, demonstrando que o governo estadual pretende realizar um corte nos investimentos públicos. Não se trata de “ter responsabilidade com as contas públicas”, como alegam. Nós, do Sindicalismo Militante, entendemos que não há possibilidade de convencimento de parlamentares por meio de explicações fundamentadas realizadas entre um grupo de representantes do SEPE e os membros da ALERJ, pois estes parlamentares se posicionam de acordo com interesses diversos e não têm compromisso com os interesses dos trabalhadores. Portanto, somente a pressão real exercida pelo movimento de professores e funcionários pode conquistar a vitória nesta luta contra o governo Cabral/PMDB.

Houve, à tarde, uma importante Assembleia, que definiu os próximos passos do movimento. A deliberação mais importante foi a aprovação de uma greve de 48h, ou seja, dois dias de paralisação, terça-feira e quarta-feira que vem, dias 8 e 9 de setembro.


Centenas de profissionais de educação comprometidos com a luta contra

o projeto do governo Cabral/PMDB lotaram o auditório do SindJustiça


O Sindicalismo Militante defendeu a greve imediata como forma de responder aos ataques realizados pelo governo Cabral e a ALERJ. Entendemos que terça-feira que vem poderá ser tarde demais para deliberar uma greve. Lutamos e lutaremos para derrotar o projeto do governo Cabral, mas caso este seja aprovado pelo parlamento na terça-feira de forma tão danosa aos professores e funcionários, o conjunto dos profissionais de educação teriam fôlego para iniciar uma greve depois de um golpe de tamanha proporção? A greve imediata seria a grande sinalização ao governo de que estamos dispostos a lutar de maneira persistente pelo plano de carreira e pela imediata incorporação do “Nova Escola”. Além disso, aqueles que estão mais comprometidos com o movimento teriam condições de dedicarem-se ainda mais à mobilização de colegas de trabalho, pais, alunos e a população em geral, passar nas escolas e demonstrar a proporção real que teria a aprovação do projeto de lei nestes moldes para as condições de vida dos profissionais de educação e suas consequências terríveis para a educação pública estadual.

Terça-feira, 08/09, haverá uma grande passeata que se concentrará na Candelária às 12h e irá até a ALERJ. Será necessária, mais uma vez, a presença de todos os professores, funcionários e estudantes que estão comprometidos com a luta contra o projeto do governo Cabral e de todos aqueles que não estão diretamente envolvidos com esta luta e compreendem a sua importância e suas reais proporções históricas em relação a todo o processo de ataques à educação pública.

Após a passeata, os trabalhadores da educação e estudantes se concentrarão em frente à ALERJ para pressionar o posicionamento do parlamento, acompanhar a votação e decidir o que será feito nos próximos momentos do movimento. Para isto, acontecerá uma nova Assembleia, logo após ocorrer o fim da votação do projeto de lei (não há horário pré-estabelecido para isso).

A última Assembleia também aprovou a proposta de realizar um abraço na ALERJ após a chegada da passeata do movimento ao local. A proposta, apresentada pela direção do SEPE, é o oposto do que precisa ser feito para que a luta contra o projeto do governo Cabral se consolide e cresça cada vez mais: denunciar que a ALERJ e seus representantes não defendem os interesses dos trabalhadores e movem-se, em geral, contra nossos interesses. Há poucos dias o governo Cabral e o parlamento aplicaram um golpe no movimento dos profissionais de educação ao anteciparem a votação do projeto de lei para terça-feira passada (01/09), o que acabou adiado por conta da manifestação contrária de centenas de professores, funcionários e estudantes. O conjunto do movimento e sua direção, especialmente, não podem esquecer este fato. A direção do SEPE não pode, implícita ou explicitamente, reforçar a ilusão abstrata e distante de que a Assembleia Legislativa seria “a casa do povo”. Pelo contrário, é preciso fazer o movimento confiar exclusivamente em suas próprias forças, capacidade de organização, consolidação, crescimento e enfrentamento para derrotar o projeto de lei do governo Cabral/PMDB e avançar nas lutas!


Vamos todos à passeata de terça-feira e depois participar da Assembleia que definirá nossos próximos passos!


Continuemos a lutar com garra em defesa de condições de vida dignas para os profissionais de educação e batalhar pela educação pública!


Sindicalismo Militante


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Paralisação, Ato e Assembleia dos profissionais de educação do Estado amanhã, quarta-feira 02/09, às 10h, em frente à ALERJ!

Professores, funcionários e estudantes do Estado estarão presentes novamente para combater o projeto de lei 2474/2009 do governo Cabral/PMDB

Com a quebra do acordo firmado com os profissionais de educação, realizada por parte do governo Cabral/PMDB e a ALERJ ao anteciparem a votação do PL2474 para esta terça-feira, 01/09, em regime de urgência e discussão única, mais uma vez a categoria respondeu com uma grande mobilização, demonstrando que rejeita os planos do governo estadual para a educação pública e está atenta às suas manobras!




O movimento dos professores, funcionários e estudantes demonstra, mais uma vez,

sua rejeição ao projeto do governo Cabral!


Com a pressão realizada pelo movimento de professores, funcionários e estudantes do Estado do Rio de Janeiro, o projeto não foi votado. Os deputados apresentaram dezenas de emendas ao PL 2474/2009. No entanto, nós, do Sindicalismo Militante, reafirmamos que os profissionais de educação não devem depositar confiança nos parlamentares da ALERJ, pois não há garantia alguma de que não serão realizados novos acordos políticos que usem a votação do projeto como instrumento de “barganha política”. Não podemos confiar na ALERJ, mas sim na força do próprio movimento de professores, funcionários e estudantes.


O ato reuniu centenas de profissionais de educação do Estado do RJ


Amanhã, dia 02/09, haverá paralisação dos profissionais de educação do Estado, que precisam ir à ALERJ às 10h para acompanhar os informes da audiência pública sobre o PL e devem participar da Assembleia do SEPE, que definirá os rumos imediatos do movimento.


Conforme aprovado na última Assembleia, os profissionais de educação do Estado estão em estado de greve, o que significa que entraremos em greve caso a ALERJ aprove o projeto de lei de forma tão danosa aos trabalhadores.


Precisamos, mais uma vez, demonstrar nossa força e mobilização, pois estamos sob constante ameaça de votação do projeto de lei tão perverso ao funcionalismo público estadual. Vamos demonstrar amanhã que o governo Cabral terá que enfrentar um movimento forte que está disposto a barrar a aprovação do PL 2474/2009!


Convocamos professores, funcionários e estudantes a unirem-se ao Ato e Assembleia dos profissionais de educação do Estado!


A luta em defesa do plano de carreira e pela incorporação imediata do Nova Escola continua!


Sindicalismo Militante


Vamos derrotar o projeto do governo Cabral/PMDB!

A força da mobilização dos profissionais de educação determinará nosso sucesso!

O
governo Cabral e a ALERJ quebraram o acordo estabelecido com professores e funcionários do Estado na última quarta-feira, 26/08, e anteciparam a votação do projeto de lei 2474/2009 para o dia de hoje, 01/09, em regime de urgência.

Chegamos a
mais um dia em que devemos mostrar ao governo Cabral que não desistimos. Somente com a luta dos trabalhadores da educação do Estado foi possível pressioná-lo até este momento. Nós precisamos demonstrar enfaticamente que não aceitaremos golpe algum do governo Cabral e da ALERJ! Nossa resposta precisa ser forte e decidida, para que aqueles que lutam pelo oposto que lutamos – condições de trabalho dignas e melhores condições reais para a educação pública – percebam que não desistiremos!

O
rompimento do acordo entre representantes da ALERJ e os profissionais de educação demonstra a pertinência de nosso posicionamento: não se pode confiar num parlamento que não representa os interesses dos trabalhadores! Eles não hesitarão em nos golpear quantas vezes seus interesses exigirem.


Por
isso, nosso aprendizado deve ser que somente nossa organização e mobilização podem garantir nossa vitória nesta disputa. Nossa tarefa, de cada um de nós que lutamos pela manutenção do índice de 12% entre os níveis do plano de carreira e a incorporação imediata do “Nova Escola”, é nosso comprometimento ainda maior com o fortalecimento do movimento contrário ao projeto de lei do governo Cabral. Devemos depositar confiança e esperança em nosso potencial de organização e mobilização. Colocar os profissionais de educação na luta, mobilizando escola por escola, para construir o caminho que nos leve à conquista da necessária vitória. Companheiros, não podemos permitir que o governo e a ALERJ destruam nosso plano de carreira e sejam os donos de nossos destinos pessoais e profissionais!

Os
ataques realizados pelo governo Cabral/PMDB devem ser analisados também numa perspectiva mais geral. No cenário de crise econômica internacional, o governo repassa verbas públicas para a iniciativa privada por meio do projeto de “informatização da educação”: são laptops, obras de climatização etc. comprados e contratados a preços muito acima dos praticados no mercado. O arrocho salarial, portanto, tem como fundamento os gastos com a iniciativa privada, com participação direta e ativa do Estado.

A realidade
estadual não pode ser compreendida de maneira isolada. O governo Lula/PT também se empenha na privatização da educação. Corta verbas do orçamento do setor em aproximadamente 1 bilhão de reais e, ao mesmo tempo, realiza financiamento em torno de 1 bilhão para universidades particulares, por meio do BNDES. No município do Rio, o governo Paes/PMDB aprovou projeto que privatiza a gestão de diversos setores públicos. Lula, Cabral e Paes são partes do processo amplo de privatização da educação pública. É necessário lutar contra os governos que realizam estes ataques!


É preciso confiar em nosso potencial de organização e mobilização para conquistar as vitórias necessárias!


Vamos lutar juntos em defesa do plano de carreira e pela incorporação imediata do “Nova Escola”!


Sindicalismo Militante


http://sindicalismomilitante.blogspot.com/



Nada é impossível de mudar (Berthold Brecht)

Desconfiai do mais trivial,
na
aparência singelo.
E examinai,
sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos
expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de
confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de
humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.


Apresentação do Sindicalismo Militante


Os textos anteriores do Sindicalismo Militante estão publicados integralmente em
http://movimentoeducacaocritica.blogspot.com/