sábado, 4 de maio de 2013

Carta de Apoio à Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA


CARTA DE APOIO À CHAPA 4

QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA

PARA O CENTRO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRJ

Desde 1939, a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) – outrora Escola Nacional de Educação Física e Desportos – se constitui nacionalmente em significativa referência para a formação de gerações de professores de Educação Física. Durante esse período, o corpo discente esteve à altura dessa história, protagonizando eventos e situando-se na vanguarda das lutas, como a greve estudantil de 1956, a criação da União Nacional dos Estudantes de Educação Física, a resistência à Ditadura empresarial-militar, a realização de Encontros Nacionais e Regionais, a criação e consolidação da Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física etc.

A conscientização política por meio de reuniões, Assembléias, panfletos, jornais O DARDO, passadas em sala; as lutas em defesa das reivindicações estudantis, da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, de melhorias na EEFD, contra os cursos pagos; a participação em Encontros Nacionais e Regionais de Estudantes de Educação Física e Nacionais de Estudantes de Arte; a organização de eventos como o III e o IV Simpósio; a articulação com o conjunto da juventude e da classe trabalhadora brasileira; o protagonismo das lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, pela regulamentação do Trabalho e contra a regulamentação da profissão, a defesa da Licenciatura Ampliada em vez da fragmentação curricular; enfim a construção do Movimento Estudantil combativo, formativo e presente no cotidiano fazem parte da realidade do CAEFD-UFRJ.

No final de 2002, o CAEFD reabriu suas portas após um tempo de inatividade, sendo uma entidade importantíssima para construir melhores rumos para a EEFD e estando à frente de lutas nacionais do Movimento Estudantil Geral, da Educação Física e da própria UFRJ. Na próxima semana, ocorrem as eleições para representantes de Departamento e Congregação e para a gestão 2013-2014 do Centro Acadêmico. Além da continuidade dos ataques à Educação Pública realizados pelo Governo Dilma, indo de encontro à autonomia universitária ao implementar a EBSERH goela abaixo, na EEFD acompanhamos a postura arbitrária do diretor Leandro Nogueira, que persegue estudantes e tenta passar por cima da autonomia do Movimento Estudantil. Neste contexto, é extremamente necessário que uma gestão do CAEFD leve à frente o real papel das Lutas Estudantis, não aceitando as imposições de direções, de Reitorias e de Governos!

Portanto, os estudantes da EEFD optarão entre a defesa da autonomia do Movimento Estudantil e da luta contra a repressão, o autoritarismo e a perseguição política da Direção – plataforma expressa pela chapa 4 – e um grupo que não se pronuncia sobre tal situação por conta de sua relação de tutela com a Direção – chapa de oposição.

Nós, que acompanhamos a trajetória do CAEFD desde 2002 e apoiamos a autonomia do Movimento Estudantil e as diversas lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade; da Regulamentação do Trabalho; da Licenciatura Ampliada; das melhorias na EEFD; e contra o autoritarismo do diretor Leandro Nogueira; registramos nosso total e irrestrito apoio à chapa 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para a próxima gestão, com a certeza de que os 37 integrantes conformam a opção coerente, coesa, combativa e que caminharão lado a lado às lutas da classe trabalhadora.

Assinam esta carta

Gabriel Rodrigues Daumas Marques, professor de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; diretor do SEPE Macaé; ex-diretor do CAEFD (2003-2007)

Elielsom Silva dos Santos, professor de Educação Física das redes municipais de Magé e Nova Iguaçu; ex-diretor do CAEFD (2007-2009)

Vivian Machado Dutra, professora de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretora do CAEFD (2006-2009)

Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo; ex-diretor do CAEFD (2002-2005)

Cínthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; ex-diretora do CAEFD (2003-2007)

Kátia Laguna, professora de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-aluna da EEFD (2003-2007)

Erickson Fernandes Borges, professor de Educação Física da SMEL-Rio, ex-aluno da EEFD (2005-2010)

Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2005-2006)

Daniel Moreira Leal Raposo, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2006-2007)

Gustavo Oliveira dos Santos, professor de Educação Física da rede municipal de Niterói; ex-diretor do CAEFD (2004-2008)

Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ; ex-aluno da EEFD (1975-1979)

Thais Oliveira, professora de Educação Física das redes municipais de Macaé e Búzios; ex-aluna da EEFD (2003-2008) e da Pós-Graduação em Pedagogia Crítica da Educação Física (2011).

Carlos Leal, ex-diretor do CAECO e do DCE Mario Prata (2005); Doutorando na Escola de Comunicação e Artes da USP.


terça-feira, 5 de março de 2013

AS MOBILIZAÇÕES SÃO NOSSO ÚNICO CAMINHO PARA DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Eis nosso panfleto que será distribuído na MARCHA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO de hoje:


A cartilha neoliberal segue implementada pelos diferentes governantes em nosso país. Ao passo que promovem o sucateamento da Educação Pública e abrem espaço para a privatização, elaboram políticas para intensificar o trabalho docente, retirar direitos historicamente conquistados, destruir a carreira e manter o arrocho salarial! O Rio de Janeiro dos megaeventos esportivos tem sido a ‘galinha dos ovos de ouro’ – para poucos na cidade! Com a permissividade dos Governos Federal, Estadual e Municipal, empreiteiros e empresários fazem as festas, com obras cada vez mais lucrativas. Para o conjunto da população, restam as mazelas e os sofrimentos, além da criminalização daqueles e daquelas que “ousam” questionar os atuais rumos e defender um outro projeto para a cidade. Não somos pessimistas! Somos realistas e podemos não apenas imaginar, como garantir que nestes passos, na Copa, só vai piorar...

            Em nível federal, os anos dos governos petistas de Lula e Dilma – e sua ampla base de coalizão – foram e estão marcados por cortes de verbas públicas para a Educação Pública e políticas de precarização da mesma, enquanto recursos são transferidos para a iniciativa privada! As Parcerias Público-Privadas, a Lei de Inovação Tecnológica, o SINAES/ENADE, o ProUni, o ENEM e o REUNI, implementados sem debates com a comunidade acadêmica, demonstram o caráter nefasto da Reforma Universitária e neoliberal do governo do PT! Enfrentando os ataques ao Plano de Carreira e lutando por melhores condições de trabalho, os docentes protagonizaram uma importante greve no ano passado, sem dúvidas necessária e a mais forte já realizada desde a greve de 2001, contra Fernando Henrique Cardoso e Paulo Renato.

            No Estado do Rio de Janeiro, onde o Governador xinga bombeiros, médicos e educadores, a situação da Educação é deveras preocupante! Além de um salário baixíssimo para quem ingressa na rede, lidamos com péssimas condições de trabalho e Sérgio Cabral a cada ano tenta destruir algo do Plano de Carreira que foi conquistado pela categoria! Por meio de greve e ações com maior poder de radicalização – como a Ocupação da Rua da Ajuda em 2011 – conseguimos reverter e resistir, impedindo maiores ataques! Neste ano, Cabral e seu secretário Wilson Risolia querem remover funcionários das escolas para colocar terceirizados em seu lugar, além de anunciar ainda mais meritocracia, com o objetivo de culpabilizar os educadores pelas péssimas condições de trabalho nas quais as escolas se encontram!

            Como bom estudante – do FMI – Eduardo Paes faz de tudo para garantir situação semelhante às anteriores na capital! A “Cidade Olímpica” tem sido o laboratório das políticas elaboradas pelo Movimento Todos Pela Educação, que possui uma de suas principais representantes à frente da Secretaria Municipal de Educação – Claudia Costin. Tal Movimento é composto por diversos setores privados, ligados a bancos e empresas! Enquanto o Prefeito retira do Fundo para a Educação Básica mais de um milhão de reais para pagar à empresa Estrela 20 mil jogos BANCO IMOBILIÁRIO que fazem propagandas de suas obras, as escolas seguem com turmas superlotadas e seus profissionais adoecem diante de tantos problemas!

            Portanto, as paralisações das redes estadual do RJ e municipais do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias hoje, além das participações de Educadores das demais redes, estudantes, responsáveis e demais cidadãos nesta Marcha em Defesa da Educação são fundamentais para ecoarmos nosso grito de resistência contra todos os ataques dos Governos Dilma, Cabral e Paes – e outros prefeitos em suas cidades! Apenas nossa luta coletiva e organizada pode apontar o caminho para resultados concretos e positivos para a categoria e para a Educação Pública!


Vivian (Rio): 8333-3765 / Elielsom (Nova Iguaçu): 8772-6028 / Gabriel (Macaé): 9450-2472

sexta-feira, 1 de março de 2013

Por um 2013 de Lutas em defesa da Educação Macaense


Apesar do alardeado crescimento na chamada “capital nacional do petróleo”, é nítido que este não alcança a maior parte da população! Enquanto cresce a arrecadação municipal – com os impostos e os royalties do petróleo, há sérios problemas devido à falta de investimentos públicos na Saúde, no Lazer e na Educação. O ano de 2013 se inicia com uma nova gestão no município, mas nós já aprendemos com as experiências de 2011: melhorias salariais e de condições de trabalho não surgem pela boa vontade dos governantes; e sim com organização coletiva e mobilização da categoria, quando forjamos a retirada da obrigatoriedade dos 3 dias para professores C e tivemos conquistas como o Plano de Carreira – ainda aquém daquele que merecemos – em 2011!

Em nossa rede, precisamos de construção de novas escolas, de reforma de boa parte das 105 existentes e de diminuição da quantidade de estudantes por professor. Melhores intervenções pedagógicas exigem ainda a realização de concursos públicos para merendeiras, inspetores, porteiros, auxiliares de serviços gerais etc., que permitirá o fim da terceirização. Faremos aniversário de 9 anos SEM AUMENTO SALARIAL! Macaé segue a linha operada por Dilma Rousseff nacionalmente e por Sérgio Cabral no Estado, garantindo mais lucros para banqueiros e empresários e menos verba para as políticas públicas! Portanto, precisamos fortalecer nosso SINDICATO, nos filiando e participando das Assembleias para apresentarmos e garantirmos nossa pauta de reivindicações ao Prefeito Aluízio e a Secretária Lúcia Tomaz.

Desde agosto de 2012, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE Macaé – encontra-se com uma nova gestão, renovando seus quadros e potencializando a disposição em organizar a categoria para as Lutas que hão de vir. Nosso movimento – SINDICALISMO MILITANTE – também faz parte, pela minoria, da gestão 2012-2015 e entende que apenas nossa LUTA pode transformar a realidade, com salários dignos, plano de carreira que efetivamente nos valorize, escolas com materiais e infra-estrutura, sem superlotação, sem terceirizações ou privatizações, bases para uma proposta crítica e emancipatória!

Na última quarta-feira, 27 de fevereiro, a gestão do SEPE Macaé se reuniu com a Secretária de Educação Lúcia Tomaz, que nos ouviu durante três horas, mas não forneceu respostas concretas para nossas questões e reivindicações. Uma nova reunião está agendada para 27 de março e lá vamos cobrar novamente para que as MUDANÇAS efetivamente aconteçam e possamos melhorar a realidade da Educação Pública no município! Enquanto isso, é tempo de nos organizarmos para pressionarmos de maneira organizada!

Contatos
Sindicalismo Militante:  sindicalismo_militante@yahoo.com.br 
Gabriel (21)9450-2472 / (22)9283-0827

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Prestação de contas da rifa do Movimento

No final de 2012, nosso Movimento realizou uma rifa de final de ano, objetivando angariar fundos para os materiais que faremos ao longo das lutas em 2013, como panfletos, cartazes e faixas, além de auxiliar para rodarmos escolas e dialogarmos com o conjunto d@s Educador@s!

Foram vendidos 189 números a R$1,00 e gastamos R$12,00 com 6 blocos + R$45,00 com o panetone que foi rifado. O saldo positivo foi de R$132,00.

A extração 04722 da Loteria Federal, no dia 26 de dezembro, foi o método para o sorteio do premiado. Como não tínhamos o número 917 e não vendemos o número 441, o panetone ficou para o comprador do terceiro número, exatamente o 001. O professor de Educação Artística da rede municipal de Macaé Gabriel Verani foi o primeiro a comprar a rifa e garantiu o panetone, além de colaborar com a campanha financeira do Movimento Sindicalismo Militante.

Agradecemos a todos e todas que participaram e apoiaram. Em breve teremos novas iniciativas e já estamos nas Assembleias e nas reuniões para construir as Lutas em defesa da Educação Pública em 2013! 

Saudações de Luta!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rifa de final de ano

Mais um ano letivo vai chegando ao fim e é preciso avaliarmos não apenas nossa atuação pedagógica ao longo dele, como discutirmos as necessidades de avançar na reorganização da categoria para fortalecer a resistência contra os ataques dos governantes e demais inimigos da Educação Pública. Teremos pouco mais de um mês para repor as energias e voltar com tudo para que em 2013 possamos construir uma ampla e mobilizada campanha salarial, além de lutar contra as ações dos Governos de Sérgio Cabral e dos prefeitos que visam à precarização das escolas, à meritocracia e à privatização!

Portanto, será tempo de impulsionarmos o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação para as lutas, sem que caia nos equívocos de transferir ao Parlamento o que é de nossa responsabilidade: a ação coletiva e organizada d@s Educador@s! Para isso, o Movimento Sindicalismo Militante, que preza pela autonomia e independência da classe trabalhadora, realiza neste final de ano uma rifa, no valor de R$1,00 cada número, como política financeira para a confecção de materiais (panfletos, jornais, cartazes) em seu cotidiano que propiciem o fortalecimento de nossas Lutas. O prêmio será um panetone da rede Cacau Show e o sorteio ocorrerá no dia 26 de dezembro de 2012, pela Loteria Federal.



Àqueles e àquelas que desejarem contribuir, só entrar em contato que organizaremos a melhor forma para receber a contribuição, seja presencialmente ou por meio de transferências bancárias.

Saudações de Luta,

SINDICALISMO MILITANTE.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Situação calamitosa na Educação Pública da cidade do Rio de Janeiro


A Secretaria Municipal de Educação (SME) da cidade do Rio de Janeiro segue firme na implementação de uma política de desmonte da Educação, incentivando a meritocracia, a fragmentação e a privatização dos espaços escolares. Logo, é importante que @s Educador@s da rede, assim como toda a população, tomem conhecimento dos acontecimentos que visam à precarização da Educação pública, intensificada durante os mandatos de Eduardo Paes e da gestão de Claudia Costin à frente da SME.

Durante as últimas semanas, os professores se depararam com notícias estarrecedoras envolvendo a rede de ensino: as escolas serão subdividas e os professores removidos, de maneira compulsória a atender as demandas e interesses da Secretaria e das coordenadorias regionais. E o que isso quer dizer?

As escolas serão divididas entre EDIs - incluindo a educação infantil - Casa da Alfabetização e Ginásio Carioca. Sob este modelo, a cada ciclo, os estudantes serão deslocados de escola, afetando os vínculos entre escola-aluno e aluno-aluno, assim como estarão submetidos à diversificação de projetos educacionais sem poder optar pelo desenvolvimento e envolvimento em determinada escola. Além disso, interfere-se no Projeto Político Pedagógico das escolas, limitando-as a determinados ramos.

A Secretaria Municipal de Educação, por conta dessa subdivisão, sem nenhum ato normativo, utilizando mensagens eletrônicas e telefonemas, comunicou às escolas sua transformação e aos professores que estivessem “sobrando” na nova conformação que procurassem as CREs, em dia especificado, para acertarem sua remoção para outras escolas. O que aconteceu é que muitos professores, com muitos anos de “casa”, não ficaram satisfeitos com a obrigatoriedade dessa remoção. O SEPE esteve então presente nas CREs com a orientação, aprovada na assembleia do dia 22/11, para que os professores não escolhessem nova escola, resistindo a esse desmonte.

Porém, essa situação não é o começo! A interferência na autonomia dos professores no processo de ensino-aprendizagem é muito forte. Os professores recebem apostilas e prazos para que seus conteúdos sejam trabalhados; as provas a serem aplicadas vêm prontas da SME e devem, as notas dos alunos, serem encaminhadas para a secretaria; além da orientação forçar uma aprovação automática escamoteada. Os estudantes que se encontram em situação complicada e estão “muito atrasados” são encaminhados para as turmas de projeto, pois as mesmas não contam nas estatísticas de aprovação nem no índice do IDEB, tendo a possibilidade de o governo esconder os verdadeiros números de uma avaliação irreal e aligeirando o tempo de formação.

O acompanhamento dos estudantes, de forma mais individualizada, se torna cada vez mais complicado, já que encontramos salas de aula superlotadas, com média superior a trinta e cinco estudantes por sala, até mesmo na classe de alfabetização. Como se isso não bastasse, há por parte da Secretaria, um processo crescente de culpabilização do professor, fazendo com que o mesmo assine um termo de responsabilidade se comprometendo a alfabetizar os alunos até o final do primeiro ano! Ora, se a secretaria não atende aos critérios para uma real alfabetização, como os professores conseguirão cumprir o exigido? A “culpa” é do professor?

A fragmentação e o desmonte não param por aí! Quem não ouviu falar no caso da Escola Municipal Friedenreich? A proposta do Governo municipal de Eduardo Paes, em parceria com o Estadual de Sérgio Cabral, é demoli-la para a construção de um complexo de lojas no Maracanã, utilizando como argumento que uma escola não cabe em meio a um complexo de lojas! Então, Senhor Prefeito, QUER DIZER ENTÃO QUE A PRIORIDADE NA CAPITAL SÃO AS LOJAS E NÃO A EDUCAÇÃO??? Exatamente, para ele e seus amigos empresários, a prioridade são as lojas, os lucros, não importando a educação da classe trabalhadora, não importando investir na classe trabalhadora - que aliás paga os impostos para serem revertidos na reforma do Maracanã, no complexo de loja, na demolição da Friedenriech, nas remoções, na fragmentação da educação e nas empresas privadas e Organizações Sociais (OSs) que atuam nas escolas! Empresas e OSs que atum nas escolas???

Isso mesmo! A SME investe financeiramente em projetos de empresas privadas e organizações sociais que atuam no interior das escolas. Milhões são revertidos para atender poucos estudantes, em projetos em que os professores são obrigados a atuar, mesmo sem treinamento! Mas dizem ser importante, gera lucro e movimenta a economia... Só não melhora a educação!

Enquanto isso, os projetos geridos pela coordenação extensionista da Secretaria, com verbas públicas diretas, são aniquilados. Os Núcleos de Arte e Clubes Escolares estão tendo fechamento compulsório! Para a senhora secretária e para o senhor prefeito, a escolha das CREs não é importante que os alunos tenham vivências e conhecimentos das artes. Logo, ao invés de ampliar projetos extensionistas voltados para arte, esporte e pesquisa, a secretaria decidiu acabar, aos poucos, com eles, para que não haja uma maior comoção popular, e deixar viverem os projetos que geram lucros: os das empresas e OSs.

Contudo, nós - educadores, estudantes e a população do Rio de Janeiro - percebemos que o governo de Eduardo Paes destina suas prioridades aos megaeventos esportivos, às grandes empresas e aos bancos, retirando cada vez mais da Educação Pública! Milhões são investidos nas construções dos megaeventos, ou seja, milhões desviados para empreiteiras, enquanto a educação é fragmentada, destruída, e seus projetos públicos aniquilados para fortalecer as empresas e Organizações Sociais.

Movimento Sindicalismo Militante denuncia a situação escabrosa pela qual passa a Educação Pública da cidade do Rio de Janeiro, convocando tod@s para se juntar às lutas contra os ataques do governo Eduardo Paes, da Secretária de Educação Claudia Costin e contra as políticas neoliberais que visam à mercantilização da educação. À LUTA!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Rede Estadual do RJ fará paralisação quarta-feira

O Movimento Sindicalismo Militante convida o conjunto d@s Trabalhador@s da Educação para aderir à paralisação de 24 horas e participar da manifestação na próxima quarta-feira, a partir das 14h, em frente à SEPLAG!