segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Paralisação em Macaé dia 30 de agosto


A rede municipal de Macaé vai paralisar na próxima sexta-feira, 30 de agosto!


Tod@s à Praça Veríssimo de Melo a partir das 9h para nossa Passeata, com Assembleia ao final!


Precisamos voltar a pressionar a Prefeitura para que atenda ao que se comprometeu!


domingo, 25 de agosto de 2013

Em defesa da continuidade da GREVE na rede do Rio

A greve da rede municipal do Rio de Janeiro sem dúvidas é histórica e o balanço até o momento é bastante positivo. Após quase duas décadas sem uma luta tão intensa, o ano de 2013 começou de maneira diferenciada. Antes mesmo do ciclo de mobilizações de junho e julho contra o aumento do preço das passagens em diversas cidades do país, as paralisações no município do Rio e as manifestações aglutinavam cada vez mais profissionais, não apenas aderindo, como auxiliando no processo de mobilização, indo às escolas e discutindo politicamente com os colegas.

A greve foi deliberada na Assembleia do dia 8 de agosto e desde então contabilizamos índices de adesão maiores que 80%. Nos dias 14, 20 e 23 de agosto, Assembléias e passeatas reuniram milhares e milhares de Educador@s em cada uma delas, contando com maciço apoio da população e forçando que a mídia passasse a noticiar com frequência nosso movimento e nossa pauta. Não temos dúvida de que o principal saldo desta luta – ainda em curso – é a retomada de mobilização da categoria e uma confiança de que lutando podemos mudar e conquistar as melhorias desejadas para a defesa da Educação Pública, das condições salariais e de trabalho.

Após setores da mídia tentarem manipular itens de nossa pauta e o Prefeito Eduardo Paes e a Secretária Claudia Costin anunciarem retaliações ou o fim das negociações, a categoria acertadamente deliberou pela continuidade da greve, mantendo-se forte. Depois da segunda manifestação, em 20 de agosto, a Prefeitura foi obrigada a recuar e os próprios personagens principais – Paes e Costin – não apenas aceitaram receber o Sindicato como apresentaram nove itens como resposta à pauta, itens estes principalmente relacionados à pauta econômica (salários, plano de carreira, abono dos dias de paralisações e greve). Confiram a ata da audiência: http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim273.jpg

É evidente o recuo do Governo, que de ameaças de demissões e cortes de ponto passou para receber para negociar e apresentar propostas com ganhos concretos para os profissionais da Educação. E tal recuo só foi possível devido à força do movimento grevista. Contudo, não podemos ter confiança em Eduardo Paes/PMDB, mesmo com a assinatura de um documento incluindo estes itens. Na história de nossas lutas, situações como esta já aconteceram para frear o movimento e não materializar o acordado em momento posterior. Para além dos itens respondidos pela prefeitura, outro fator importante é cobrar o esclarecimento das contas do FUNDEB, seguindo em pressão para que o repasse para os profissionais de educação ocorra.

A pauta pedagógica e das condições de trabalho terá continuidade de discussões na próxima terça-feira, 27 de agosto, numa reunião com a presença da própria Secretária de Educação. Garantir um bom calendário e um apontamento de resoluções de questões fundamentais para a melhoria do cotidiano de nossas salas de aula precisam aparecer para discutirmos com tranqüilidade e  sobre a saída ou não da greve.

Diante do atrelamento das publicações em Diário Oficial dos nove itens acordados na reunião de sexta-feira, 23 de agosto, ao término da greve; diante da inexistência de alguma resposta sobre os itens pedagógicos e de condições de trabalho (projeto de climatização; 1/3 da carga horária para atividades de planejamento; autonomia pedagógica das unidades escolares e das disciplinas; fim da política meritocrática); amparados pela altíssima adesão à greve e pela participação ampla de diversos profissionais para construir as passadas em escolas e as manifestações de ruas, nós, do Movimento Sindicalismo Militante, consideramos fundamental a CONTINUIDADE DA GREVE, propondo a próxima Assembleia de avaliação da greve e seus resultados para QUARTA-FEIRA, 28 de agosto. Após termos o retorno da reunião de terça-feira e o comprometimento dos nove itens materializado, aí sim teremos elementos para decidir se é o momento para suspender a greve.

A GREVE CONTINUA!
PREFEITO, A CULPA É TUA!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Na rede municipal do Rio de Janeiro AGORA É GREVE!

Após quase vinte anos, a Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro entrou em greve. A decisão foi tomada em uma assembleia com cerca de 1500 profissionais da educação, no dia 8 de Agosto.
Eduardo Paes e Claudia Costin têm atuado no desmonte da educação pública, retirando a autonomia pedagógica e transformando nossos estudantes em números. Ao mesmo tempo, não cumprem a climatização das salas de aula, que se encontram lotadas, alcançando marcas absurdas de 50 estudantes. Os professores e funcionários têm perdas salariais que chegam a 30%, devido aos reajustes irrisórios nos últimos anos. Para minimizar essa questão, a Secretaria de Educação resolveu trabalhar com a meritocracia, oferecendo bônus a quem atinja metas, desconsiderando que nem todas as escolas possuem as mesmas condições para alcançar essas metas.
A violência escolar aumenta a cada dia, sem que haja nenhuma política efetiva para contornar essa situação. As verbas recebidas pela maioria das escolas são baixas, não atendendo às necessidades. Por esse motivo, o governo possibilitou que as empresas privadas entrassem nas escolas e as verbas, que deveriam ser investidas diretamente na educação pública, são repassadas para que esses setores instalem projetos que atendem a poucos alunos. Algumas empresas ganham incentivos para entrar nas escolas e privatizarem seus espaços, fazendo com que ao invés de atender aos interesses em prol da educação pública, a escola venha atender aos interesses de lucro das empresas.
A maior vergonha do município é a condição das merendeiras. Além de ser um cargo em extinção, esse setor trabalha por muitas horas diárias com remuneração menor que o salário mínimo. As merendeiras precisam de apoio, pois todos da escola são educadores e devem se negar a trabalhar ao lado de tamanha exploração e falta de respeito. Aliás, falta de respeito com toda a categoria, que tem salários baixos. Por 19% de aumento, plano de carreira para toda a categoria, transformação de merendeira em cozinheira, contra a terceirização por concurso para todos os cargos, contra as remoções compulsórias, pela autonomia pedagógica e contra a meritocracia, isonomia entre PI, PII e PEI. 

Convidamos a tod@s para construir e fortalecer a greve da Rede Municipal de Educação! O Movimento Sindicalismo Militante fará uma reunião às 9h30 da próxima quarta-feira, 14 de agosto, no local da Assembleia da rede municipal! Participe!


Orientações para adesão à greve
            Estágio probatório - Mesmo sem estar efetivado no serviço público e no cargo, o servidor em estágio probatório tem todos os direitos dos demais servidores. Portanto, também pode exercer o seu direito constitucional de greve. O estágio probatório é o meio da Administração avaliar a aptidão do concursado para o serviço público. Tal avaliação deve ser feita por critérios objetivos. A participação em movimento grevista não configura falta de habilitação para a função pública. O estagiário não pode ser penalizado pelo exercício de um direito constitucional.
            Dupla regência – A dupla regência deve receber o mesmo tratamento que a matrícula. Se na matrícula houver desconto, haverá desconto na dupla. Caso não haja desconto, não poderá haver também na dupla. O profissional não pode perder a dupla por estar fazendo greve, pois está exercendo um direito constitucional, historicamente conquistado. Caso o profissional perca a dupla, está configurada perseguição política e o jurídico do sindicato deve ser acionado, assim como a denúncia política feita nas assembleias.
            Assédio Moral – Todos os trabalhadores têm direito à greve. Caso haja alguma pressão da direção ou da CRE, com ameaças de se colocar a disposição, de corte de ponto, ou qualquer outro tipo de pressão, está configurado assédio moral e deverá ser denunciado.
            Corte de ponto – Poderá haver corte de ponto caso o município de Rio ou o governo do estado não atendam a deliberação do STF, de Março de 2013, que proíbe o corte de ponto dos servidores em greve. Se houver corte de ponto, ninguém é obrigado a repor os dias parados, e o governo tem que se virar para cumprir os 200 dias letivos obrigatórios. Caso não haja corte de ponto, a assembleia decidirá a proposta de reposição que o sindicato levará ao governo. Essa negociação irá junto com o abono das faltas. É importante o fortalecimento da greve para garantir os direitos.
            Código de greve - A Rede Municipal do Rio de Janeiro não possui código de greve. Portanto, o abono de falta entrará na negociação junto ao não corte de ponto. Uma das reivindicações da greve é a criação do código de greve para a rede municipal.

Movimento Sindicalismo Militante

Vivian (8333-3765), Cínthia (7860-1408)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Carta Pública dos Profissionais da Educação de Niterói

Niterói, 5 de junho de 2013.
Carta Pública
Direcionada ao Exmo. Sr. Prefeito da Cidade de Niterói.
Ilmo. Rodrigo Neves Barreto (PT/RJ), em termos formais, mais uma vez, nós (Profissionais da Educação) solicitamos uma audiência com a sua pessoa – na posição de Prefeito – para tratarmos, através do diálogo, de assuntos ligados à qualidade da Educação na rede municipal de Niterói. Embora acreditemos que o senhor já tenha ciência de nossas reivindicações, nossa pauta consta:
·        Questão salarial: 5 salários mínimos para professor e 3,5 salário mínimos para funcionários;
·         1/3 da carga horária para atividades extraclasse, conforme a Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008.
·        Concurso público para repor a composição de professores e funcionários da rede municipal de Educação.
·        Melhores condições de trabalho para os funcionários e redução da jornada de trabalho para 30hs semanais para todos os funcionários.
·        Revisão do Plano Unificado de Cargos, Carreira e Vencimentos dos Servidores da Fundação Pública Municipal de Educação de Niterói (PCCV/FME).
·        Abono funcional dos dias parados na greve de 2011, bem como das paralisações realizadas de 2006 até o presente momento, com a devolução dos respectivos salários.

            Damos ênfase ao termo “mais uma vez”, destacado no parágrafo acima, em referência às nossas tentativas anteriores desta abertura direta de diálogo, pois, lembrando bem, já foram anexados – em seu gabinete – dois pedidos de audiência, dos quais não recebemos qualquer resposta, seja ela formal ou informalmente. O primeiro foi no dia 22/05/2013; o segundo no dia 24/05/2013.
            Não podemos deixar se perder nas entrelinhas da história que este diálogo foi uma promessa de campanha, haja vista a desgastante e conturbada relação que nós (Profissionais da Educação) tivemos com a gestão municipal anterior, no governo do Sr. Jorge Roberto Silveira (PDT). Sobre este caso, é importante destacar que o Sr. Jorge Roberto Silveira, depois de inúmeras tentativas, chegou a marcar data, hora e local. No dia não apareceu. A Comissão do SEPE, que estava preparada para a audiência, foi recebida pelo Secretário de Governo que informou que o prefeito não iria nos receber, alegando que a categoria estava “falando mal” do prefeito e que o mesmo estava se sentindo muito triste com as declarações.
            Estas e outras demonstram o grau de respeito do prefeito para com os trabalhadores da Educação. Em nossa avaliação, o sentido deveria ser invertido.
            Recordamos também que, em sua promessa de campanha, após 100 dias de governo (que se encerrou no dia 10 de abril de 2013), seríamos recebidos para realizarmos este encontro. Este prazo seria utilizado para a realização de estudos sobre a real situação da rede educacional do município. Já estamos no sexto mês de mandato: nada de uma data para a tal reunião. Foi isso mesmo ou nos equivocamos em algum momento?
            Como anda este estudo? Realizou-se ou está sendo realizada a elaboração de propostas concretas a serem enviadas à Câmara dos Vereadores?
            A prefeitura está por equipar todas as unidades escolares com câmeras e marcadores de ponto eletrônico. Interessante saber que o prefeito está preocupado com a segurança nas escolas... embora repudiamos ambas as implantações, uma vez que esta prática vem deflagrando o intenso controle e fiscalização dos Profissionais de Educação. Tem dinheiro pra isso? E para nossa pauta de reivindicações?
            Piamente, teimamos em acreditar que o senhor já tenha amplos conhecimentos de todas as nossas reivindicações, sejam elas como Profissionais da Educação, sejam elas como cidadãos brasileiros, sejam elas como sujeitos sociais em luta pela construção de uma Educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada.
Caso o senhor ainda tenha o mínimo de desconhecimento de tais elementos, reconhecemos e registramos isto como um fator de extremíssima gravidade. Isso significaria que o prefeito está mal informado e desatualizado sobre o que ocorre em um setor de substancial importância social: a educação!
            Vale explicitar que nossa linha de reivindicações está consubstanciada não como uma pauta meramente corporativa, fruto do livre idealismo e ‘espontaneísmo’ de alguns trabalhadores da Educação pública de Niterói. A história pode nos refrescar a memória ao fato que os cinco salários mínimos supracitados estão em nossa pauta ao menos desde 1979, quando os Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro conquistaram esta marca. Em consequência, em uma medida que repudiamos e consideramos como uma arbitrariedade histórica, o então governador Antônio de Pádua Chagas Freitas mandou fechar a entidade que representava e simbolizava a organização desses trabalhadores. O desrespeito aos trabalhadores que atuam na escola vem, ao menos, desde a ditadura militar.
A história, um pouco mais recente, da jurisdição brasileira nos recorda que “na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”. Ou seja, o que chamamos popularmente de “Lei de 1/3” se tornou em uma premissa em âmbito federal, que deve ser respeitada em todo território nacional. Dentre “leis que pegam” e “leis que não pegam”, esta, em especial, deflagra “no mínimo” a incompetência de muitos políticos, Brasil a dentro, que sequer conseguem implantar e respeitar aquilo que a lei determina. Lembremos que a “Lei de 1/3” não está contemplada no Município de Niterói.
Existe algum estudo na rede municipal de educação para a “Lei de 1/3”, tanto para Professores I quanto para Professores II?
Dos campos profissionais com formação superior, a Educação é a que tem o menor salário médio dentre as profissões. Diversos profissionais desistem de trabalhar na Educação por frustração tanto salarial quanto de condições de trabalho. No caso específico de Niterói, acompanhamos a gradual diminuição da rede, haja vista os profissionais que vão para outros campos de trabalho ou saem do município para outras redes em busca de melhores salários. Basta olhar as páginas do Diário Oficial e notamos que Niterói está perdendo seus profissionais na área da Educação.
Na página eletrônica http://www.ofluminense.com.br/atos-oficiais [acessada no dia 02/06/2013], podemos acompanhar a declinação do quadro de funcionários permanentes da Fundação Municipal de Educação de Niterói. Os dados aqui exibidos estão datados entre 01/01/2013 a 21/05/2013. Em outras palavras, desde o primeiro dia de seu mandato.
Pedidos de Exoneração:
Agente Administrativo Educacional – 06
Agente coordenador de turno – 04
Auxiliar de Portaria – 05
Merendeira – 08
Pedagogo – 02
Professor – 29 (13 Professores I e 16 Professores II)
Supervisor educacional – 01
Total: 55
Aposentadorias:
Agente Administrativo Educacional – 02
Merendeira – 03
Professor – 15 (09 Professores I e 06 Professores II)
Total: 20

            Além desses dados, no dia 10/04/2013 registra-se a demissão de 01 Professor II – cabe a observação que esta é a data impressa no documento; para acessá-lo, no site, deve-se clicar no dia 11/04/2013.
            Nota-se que estes cálculos traduzem um período inferior a seis meses.
            Outro fato que nos chama a atenção é a quantidade de Professores I considerados “desistentes”, no dia 11/01/2013. Foram 32 professores. Em outras palavras, são professores que passaram no concurso público, foram convocados e, por suas questões, não assumiram o cargo – a mesma observação serve para este caso; deve-se clicar na data imediatamente posterior.
            Niterói tem algumas peculiaridades que coloca o município em posição de destaque no cenário nacional. O município é o quarto maior em arrecadação do Estado do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas, baseada nos dados do Censo 2010, a cidade é a que tem maior concentração do ricos do Brasil: 30,7% de sua população está na Classe A. Niterói tem a fama de ser uma das cidades com melhores índices de qualidade de vida do território nacional.
Porém, em uma situação extremamente contraditória, estudos do professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, Dr. Nicholas Davies, apontam que Niterói concentra a menor rede municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro – dados divulgados em 2012. Com isso, deveríamos refletir sobre esta realidade, pois, o jornal de maior circulação nacional divulgou em janeiro deste ano que ainda temos sete mil crianças fora da rede pública de Educação. Falta professor de Educação física em algumas escolas e professor de Educação artística é quase um “artigo de luxo”.
Por que uma cidade com todo este porte, e uma rede educacional tão pequena, está perdendo seus Profissionais da Educação e convivendo com greve e paralizações?
Aproveitaremos esta carta pública, direcionada ao prefeito de Niterói, para prestar nossa solidariedade a todos os brasileiros que trabalham na Educação e sentem-se, de alguma forma, desrespeitados naquilo que concerne sua identidade enquanto Profissional da Educação.
            A situação desceu de nível. Foi do descaso à agressão física. Vereador que bate em Educador, aqui no município de Niterói. Educadores arrastados pelo chão e sendo presos pela polícia em São Paulo. Professor tendo diante do seu rosto a mira de uma pistola de um policial, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Professores e funcionários sendo agredidos fisicamente dentro de estabelecimentos escolares. Governador que chama educadores de “bando de vagabundos”...
Todos estes, quando somados, denunciam a situação alarmante em que chegamos.
            A educação evoca respeito!


Assinado: Profissionais da Educação em luta pela Educação.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Categoria vai à Luta em Nova Iguaçu


Em 2013, a rede municipal de Nova Iguaçu voltou a ser governada por Nelson Bornier. Diante deste cenário, velhas praticas são mantidas. Como exemplo, o absurdo aumento em 100% de seu já alto salário no primeiro mês do mandato, votado numa Câmara de Vereadores com as portas fechadas. 

Além deste descalabro, a Educação municipal tem sido sucateada com medidas privatistas, precarizando ainda mais nossa rede. A terceirização da merenda, a entrega das creches às Organizações Sociais e a concessão de bolsas de estudos em escolas privadas são algumas das medidas que confirmam nossa caracterização. Na nossa avaliação, elas representam um ataque à Educação pública e de qualidade, pois representam a transferência do dinheiro público para aumentar o lucro de empresários. Outra consequência é a precarização do trabalho, que é pontecializada pela contratação de funcionários, que não possuem os mesmos direitos que os concursados.
                 
Por esses motivos, os profissionais da Educação de Nova Iguaçu, após algumas paralisações e nenhum canal de diálogo com a prefeitura, entraram em greve, garantindo uma adesão bastante significativa da categoria em busca de melhores condições salariais e de trabalho e manutenção da lei de eleições para diretor. 

No entanto, após 9 dias de greve e alguns atos na prefeitura, houve reajuste salarial de 7% e uma proposta de negociação de incorporação do FUNDEB, mostrando mais uma vez que a partir do momento que os profissionais de educação foram às ruas do município, a categoria conseguiu algumas vitórias importantes. O SINDICALISMO MILITANTE aponta, portanto, a necessidade de mostrarmos aos trabalhadores que só na luta conseguiremos reais vitórias e melhorias para a educação de Nova Iguaçu.

domingo, 5 de maio de 2013

Ato em defesa do SEPE e Chamado à GREVE da rede estadual



Entidades da sociedade organizadacentrais sindicaisparlamentares e agremiações estudantis participaram de um ato em defesa do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), contra os sucessivos ataques do governo estadual para impedir o direito democrático de livre organização e manifestação previstos pela Constituição. O evento foi realizado na última sexta-feira (3 de maio), no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).


Durante o mês de abril, o Tribunal de Justiça do Rio aceitou o pedido de antecipação de tutela feito pelo governo estadual contra o Sepe e estabeleceu uma multa de R$ 500 mil ao sindicato por causa da greve de advertência de 72 horas nas escolas estaduais convocada pelo sindicato, nos dias 16 a 18 de abril.



Esta greve foi comunicada oficialmente e com antecedência pelo sindicatocomo manda a legislação – além de ter sido bastante divulgada pela imprensa. No entantoao invés de abrir negociações, o governo estadual resolveu levar para o Judiciário a luta da categoriaatingindo o direito de greveque é uma conquista da sociedade brasileira.



Além de aplicar a multa, o Tribunal permitiu à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) a aplicação de falta sem o código de greve nos professores e funcionários administrativos (merendeirasinspetores de alunoszeladores etc) que participaram da greve – as direções de escolasdessa forma, estão aplicando o código 30 (falta sem motivona frequência dos profissionaisao invés do código de greve (código 61), o que está causando enorme revolta na categoria. A falta sem motivo pode proporcionar sérias punições ao servidorcomo a perda de direito de licença.



Ou seja, a liminar ganha pelo governo não  multou pesadamente o Sepe em termos financeiroscomo também puniu o profissional de educaçãoreprimindo o seu direito de realizar um movimento grevista.



No entanto, o sindicato conseguiu esta semana uma vitória na Justiça: o desembargador Ademir Pimentelque concedeu liminar para o governoapós a exposição da direção do Sepe (o sindicato explicou que desde o ano passado tenta negociar com o governo e que a categoria teve motivos justos para realizar a greve de advertência de 72 horas),determinou que o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) do Tribunal de Justiça discuta o processo novamente. O Núcleo é coordenado pela desembargadora Marilene Melo Alves.



Outra boa notícia recebida hoje (30) é que o secretário Wilson Risolia aceitou discutir com o sindicato na sexta-feirana parte da manhã, a pauta de negociação dos profissionais de educação do estado.

sábado, 4 de maio de 2013

Carta de Apoio à Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA


CARTA DE APOIO À CHAPA 4

QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA

PARA O CENTRO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRJ

Desde 1939, a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) – outrora Escola Nacional de Educação Física e Desportos – se constitui nacionalmente em significativa referência para a formação de gerações de professores de Educação Física. Durante esse período, o corpo discente esteve à altura dessa história, protagonizando eventos e situando-se na vanguarda das lutas, como a greve estudantil de 1956, a criação da União Nacional dos Estudantes de Educação Física, a resistência à Ditadura empresarial-militar, a realização de Encontros Nacionais e Regionais, a criação e consolidação da Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física etc.

A conscientização política por meio de reuniões, Assembléias, panfletos, jornais O DARDO, passadas em sala; as lutas em defesa das reivindicações estudantis, da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, de melhorias na EEFD, contra os cursos pagos; a participação em Encontros Nacionais e Regionais de Estudantes de Educação Física e Nacionais de Estudantes de Arte; a organização de eventos como o III e o IV Simpósio; a articulação com o conjunto da juventude e da classe trabalhadora brasileira; o protagonismo das lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, pela regulamentação do Trabalho e contra a regulamentação da profissão, a defesa da Licenciatura Ampliada em vez da fragmentação curricular; enfim a construção do Movimento Estudantil combativo, formativo e presente no cotidiano fazem parte da realidade do CAEFD-UFRJ.

No final de 2002, o CAEFD reabriu suas portas após um tempo de inatividade, sendo uma entidade importantíssima para construir melhores rumos para a EEFD e estando à frente de lutas nacionais do Movimento Estudantil Geral, da Educação Física e da própria UFRJ. Na próxima semana, ocorrem as eleições para representantes de Departamento e Congregação e para a gestão 2013-2014 do Centro Acadêmico. Além da continuidade dos ataques à Educação Pública realizados pelo Governo Dilma, indo de encontro à autonomia universitária ao implementar a EBSERH goela abaixo, na EEFD acompanhamos a postura arbitrária do diretor Leandro Nogueira, que persegue estudantes e tenta passar por cima da autonomia do Movimento Estudantil. Neste contexto, é extremamente necessário que uma gestão do CAEFD leve à frente o real papel das Lutas Estudantis, não aceitando as imposições de direções, de Reitorias e de Governos!

Portanto, os estudantes da EEFD optarão entre a defesa da autonomia do Movimento Estudantil e da luta contra a repressão, o autoritarismo e a perseguição política da Direção – plataforma expressa pela chapa 4 – e um grupo que não se pronuncia sobre tal situação por conta de sua relação de tutela com a Direção – chapa de oposição.

Nós, que acompanhamos a trajetória do CAEFD desde 2002 e apoiamos a autonomia do Movimento Estudantil e as diversas lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade; da Regulamentação do Trabalho; da Licenciatura Ampliada; das melhorias na EEFD; e contra o autoritarismo do diretor Leandro Nogueira; registramos nosso total e irrestrito apoio à chapa 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para a próxima gestão, com a certeza de que os 37 integrantes conformam a opção coerente, coesa, combativa e que caminharão lado a lado às lutas da classe trabalhadora.

Assinam esta carta

Gabriel Rodrigues Daumas Marques, professor de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; diretor do SEPE Macaé; ex-diretor do CAEFD (2003-2007)

Elielsom Silva dos Santos, professor de Educação Física das redes municipais de Magé e Nova Iguaçu; ex-diretor do CAEFD (2007-2009)

Vivian Machado Dutra, professora de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretora do CAEFD (2006-2009)

Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo; ex-diretor do CAEFD (2002-2005)

Cínthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; ex-diretora do CAEFD (2003-2007)

Kátia Laguna, professora de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-aluna da EEFD (2003-2007)

Erickson Fernandes Borges, professor de Educação Física da SMEL-Rio, ex-aluno da EEFD (2005-2010)

Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2005-2006)

Daniel Moreira Leal Raposo, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2006-2007)

Gustavo Oliveira dos Santos, professor de Educação Física da rede municipal de Niterói; ex-diretor do CAEFD (2004-2008)

Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ; ex-aluno da EEFD (1975-1979)

Thais Oliveira, professora de Educação Física das redes municipais de Macaé e Búzios; ex-aluna da EEFD (2003-2008) e da Pós-Graduação em Pedagogia Crítica da Educação Física (2011).

Carlos Leal, ex-diretor do CAECO e do DCE Mario Prata (2005); Doutorando na Escola de Comunicação e Artes da USP.