terça-feira, 11 de junho de 2013

Carta Pública dos Profissionais da Educação de Niterói

Niterói, 5 de junho de 2013.
Carta Pública
Direcionada ao Exmo. Sr. Prefeito da Cidade de Niterói.
Ilmo. Rodrigo Neves Barreto (PT/RJ), em termos formais, mais uma vez, nós (Profissionais da Educação) solicitamos uma audiência com a sua pessoa – na posição de Prefeito – para tratarmos, através do diálogo, de assuntos ligados à qualidade da Educação na rede municipal de Niterói. Embora acreditemos que o senhor já tenha ciência de nossas reivindicações, nossa pauta consta:
·        Questão salarial: 5 salários mínimos para professor e 3,5 salário mínimos para funcionários;
·         1/3 da carga horária para atividades extraclasse, conforme a Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008.
·        Concurso público para repor a composição de professores e funcionários da rede municipal de Educação.
·        Melhores condições de trabalho para os funcionários e redução da jornada de trabalho para 30hs semanais para todos os funcionários.
·        Revisão do Plano Unificado de Cargos, Carreira e Vencimentos dos Servidores da Fundação Pública Municipal de Educação de Niterói (PCCV/FME).
·        Abono funcional dos dias parados na greve de 2011, bem como das paralisações realizadas de 2006 até o presente momento, com a devolução dos respectivos salários.

            Damos ênfase ao termo “mais uma vez”, destacado no parágrafo acima, em referência às nossas tentativas anteriores desta abertura direta de diálogo, pois, lembrando bem, já foram anexados – em seu gabinete – dois pedidos de audiência, dos quais não recebemos qualquer resposta, seja ela formal ou informalmente. O primeiro foi no dia 22/05/2013; o segundo no dia 24/05/2013.
            Não podemos deixar se perder nas entrelinhas da história que este diálogo foi uma promessa de campanha, haja vista a desgastante e conturbada relação que nós (Profissionais da Educação) tivemos com a gestão municipal anterior, no governo do Sr. Jorge Roberto Silveira (PDT). Sobre este caso, é importante destacar que o Sr. Jorge Roberto Silveira, depois de inúmeras tentativas, chegou a marcar data, hora e local. No dia não apareceu. A Comissão do SEPE, que estava preparada para a audiência, foi recebida pelo Secretário de Governo que informou que o prefeito não iria nos receber, alegando que a categoria estava “falando mal” do prefeito e que o mesmo estava se sentindo muito triste com as declarações.
            Estas e outras demonstram o grau de respeito do prefeito para com os trabalhadores da Educação. Em nossa avaliação, o sentido deveria ser invertido.
            Recordamos também que, em sua promessa de campanha, após 100 dias de governo (que se encerrou no dia 10 de abril de 2013), seríamos recebidos para realizarmos este encontro. Este prazo seria utilizado para a realização de estudos sobre a real situação da rede educacional do município. Já estamos no sexto mês de mandato: nada de uma data para a tal reunião. Foi isso mesmo ou nos equivocamos em algum momento?
            Como anda este estudo? Realizou-se ou está sendo realizada a elaboração de propostas concretas a serem enviadas à Câmara dos Vereadores?
            A prefeitura está por equipar todas as unidades escolares com câmeras e marcadores de ponto eletrônico. Interessante saber que o prefeito está preocupado com a segurança nas escolas... embora repudiamos ambas as implantações, uma vez que esta prática vem deflagrando o intenso controle e fiscalização dos Profissionais de Educação. Tem dinheiro pra isso? E para nossa pauta de reivindicações?
            Piamente, teimamos em acreditar que o senhor já tenha amplos conhecimentos de todas as nossas reivindicações, sejam elas como Profissionais da Educação, sejam elas como cidadãos brasileiros, sejam elas como sujeitos sociais em luta pela construção de uma Educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada.
Caso o senhor ainda tenha o mínimo de desconhecimento de tais elementos, reconhecemos e registramos isto como um fator de extremíssima gravidade. Isso significaria que o prefeito está mal informado e desatualizado sobre o que ocorre em um setor de substancial importância social: a educação!
            Vale explicitar que nossa linha de reivindicações está consubstanciada não como uma pauta meramente corporativa, fruto do livre idealismo e ‘espontaneísmo’ de alguns trabalhadores da Educação pública de Niterói. A história pode nos refrescar a memória ao fato que os cinco salários mínimos supracitados estão em nossa pauta ao menos desde 1979, quando os Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro conquistaram esta marca. Em consequência, em uma medida que repudiamos e consideramos como uma arbitrariedade histórica, o então governador Antônio de Pádua Chagas Freitas mandou fechar a entidade que representava e simbolizava a organização desses trabalhadores. O desrespeito aos trabalhadores que atuam na escola vem, ao menos, desde a ditadura militar.
A história, um pouco mais recente, da jurisdição brasileira nos recorda que “na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”. Ou seja, o que chamamos popularmente de “Lei de 1/3” se tornou em uma premissa em âmbito federal, que deve ser respeitada em todo território nacional. Dentre “leis que pegam” e “leis que não pegam”, esta, em especial, deflagra “no mínimo” a incompetência de muitos políticos, Brasil a dentro, que sequer conseguem implantar e respeitar aquilo que a lei determina. Lembremos que a “Lei de 1/3” não está contemplada no Município de Niterói.
Existe algum estudo na rede municipal de educação para a “Lei de 1/3”, tanto para Professores I quanto para Professores II?
Dos campos profissionais com formação superior, a Educação é a que tem o menor salário médio dentre as profissões. Diversos profissionais desistem de trabalhar na Educação por frustração tanto salarial quanto de condições de trabalho. No caso específico de Niterói, acompanhamos a gradual diminuição da rede, haja vista os profissionais que vão para outros campos de trabalho ou saem do município para outras redes em busca de melhores salários. Basta olhar as páginas do Diário Oficial e notamos que Niterói está perdendo seus profissionais na área da Educação.
Na página eletrônica http://www.ofluminense.com.br/atos-oficiais [acessada no dia 02/06/2013], podemos acompanhar a declinação do quadro de funcionários permanentes da Fundação Municipal de Educação de Niterói. Os dados aqui exibidos estão datados entre 01/01/2013 a 21/05/2013. Em outras palavras, desde o primeiro dia de seu mandato.
Pedidos de Exoneração:
Agente Administrativo Educacional – 06
Agente coordenador de turno – 04
Auxiliar de Portaria – 05
Merendeira – 08
Pedagogo – 02
Professor – 29 (13 Professores I e 16 Professores II)
Supervisor educacional – 01
Total: 55
Aposentadorias:
Agente Administrativo Educacional – 02
Merendeira – 03
Professor – 15 (09 Professores I e 06 Professores II)
Total: 20

            Além desses dados, no dia 10/04/2013 registra-se a demissão de 01 Professor II – cabe a observação que esta é a data impressa no documento; para acessá-lo, no site, deve-se clicar no dia 11/04/2013.
            Nota-se que estes cálculos traduzem um período inferior a seis meses.
            Outro fato que nos chama a atenção é a quantidade de Professores I considerados “desistentes”, no dia 11/01/2013. Foram 32 professores. Em outras palavras, são professores que passaram no concurso público, foram convocados e, por suas questões, não assumiram o cargo – a mesma observação serve para este caso; deve-se clicar na data imediatamente posterior.
            Niterói tem algumas peculiaridades que coloca o município em posição de destaque no cenário nacional. O município é o quarto maior em arrecadação do Estado do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas, baseada nos dados do Censo 2010, a cidade é a que tem maior concentração do ricos do Brasil: 30,7% de sua população está na Classe A. Niterói tem a fama de ser uma das cidades com melhores índices de qualidade de vida do território nacional.
Porém, em uma situação extremamente contraditória, estudos do professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, Dr. Nicholas Davies, apontam que Niterói concentra a menor rede municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro – dados divulgados em 2012. Com isso, deveríamos refletir sobre esta realidade, pois, o jornal de maior circulação nacional divulgou em janeiro deste ano que ainda temos sete mil crianças fora da rede pública de Educação. Falta professor de Educação física em algumas escolas e professor de Educação artística é quase um “artigo de luxo”.
Por que uma cidade com todo este porte, e uma rede educacional tão pequena, está perdendo seus Profissionais da Educação e convivendo com greve e paralizações?
Aproveitaremos esta carta pública, direcionada ao prefeito de Niterói, para prestar nossa solidariedade a todos os brasileiros que trabalham na Educação e sentem-se, de alguma forma, desrespeitados naquilo que concerne sua identidade enquanto Profissional da Educação.
            A situação desceu de nível. Foi do descaso à agressão física. Vereador que bate em Educador, aqui no município de Niterói. Educadores arrastados pelo chão e sendo presos pela polícia em São Paulo. Professor tendo diante do seu rosto a mira de uma pistola de um policial, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Professores e funcionários sendo agredidos fisicamente dentro de estabelecimentos escolares. Governador que chama educadores de “bando de vagabundos”...
Todos estes, quando somados, denunciam a situação alarmante em que chegamos.
            A educação evoca respeito!


Assinado: Profissionais da Educação em luta pela Educação.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Categoria vai à Luta em Nova Iguaçu


Em 2013, a rede municipal de Nova Iguaçu voltou a ser governada por Nelson Bornier. Diante deste cenário, velhas praticas são mantidas. Como exemplo, o absurdo aumento em 100% de seu já alto salário no primeiro mês do mandato, votado numa Câmara de Vereadores com as portas fechadas. 

Além deste descalabro, a Educação municipal tem sido sucateada com medidas privatistas, precarizando ainda mais nossa rede. A terceirização da merenda, a entrega das creches às Organizações Sociais e a concessão de bolsas de estudos em escolas privadas são algumas das medidas que confirmam nossa caracterização. Na nossa avaliação, elas representam um ataque à Educação pública e de qualidade, pois representam a transferência do dinheiro público para aumentar o lucro de empresários. Outra consequência é a precarização do trabalho, que é pontecializada pela contratação de funcionários, que não possuem os mesmos direitos que os concursados.
                 
Por esses motivos, os profissionais da Educação de Nova Iguaçu, após algumas paralisações e nenhum canal de diálogo com a prefeitura, entraram em greve, garantindo uma adesão bastante significativa da categoria em busca de melhores condições salariais e de trabalho e manutenção da lei de eleições para diretor. 

No entanto, após 9 dias de greve e alguns atos na prefeitura, houve reajuste salarial de 7% e uma proposta de negociação de incorporação do FUNDEB, mostrando mais uma vez que a partir do momento que os profissionais de educação foram às ruas do município, a categoria conseguiu algumas vitórias importantes. O SINDICALISMO MILITANTE aponta, portanto, a necessidade de mostrarmos aos trabalhadores que só na luta conseguiremos reais vitórias e melhorias para a educação de Nova Iguaçu.

domingo, 5 de maio de 2013

Ato em defesa do SEPE e Chamado à GREVE da rede estadual



Entidades da sociedade organizadacentrais sindicaisparlamentares e agremiações estudantis participaram de um ato em defesa do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), contra os sucessivos ataques do governo estadual para impedir o direito democrático de livre organização e manifestação previstos pela Constituição. O evento foi realizado na última sexta-feira (3 de maio), no auditório da ABI (Rua Araújo Porto Alegre 71 – 9º andar).


Durante o mês de abril, o Tribunal de Justiça do Rio aceitou o pedido de antecipação de tutela feito pelo governo estadual contra o Sepe e estabeleceu uma multa de R$ 500 mil ao sindicato por causa da greve de advertência de 72 horas nas escolas estaduais convocada pelo sindicato, nos dias 16 a 18 de abril.



Esta greve foi comunicada oficialmente e com antecedência pelo sindicatocomo manda a legislação – além de ter sido bastante divulgada pela imprensa. No entantoao invés de abrir negociações, o governo estadual resolveu levar para o Judiciário a luta da categoriaatingindo o direito de greveque é uma conquista da sociedade brasileira.



Além de aplicar a multa, o Tribunal permitiu à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) a aplicação de falta sem o código de greve nos professores e funcionários administrativos (merendeirasinspetores de alunoszeladores etc) que participaram da greve – as direções de escolasdessa forma, estão aplicando o código 30 (falta sem motivona frequência dos profissionaisao invés do código de greve (código 61), o que está causando enorme revolta na categoria. A falta sem motivo pode proporcionar sérias punições ao servidorcomo a perda de direito de licença.



Ou seja, a liminar ganha pelo governo não  multou pesadamente o Sepe em termos financeiroscomo também puniu o profissional de educaçãoreprimindo o seu direito de realizar um movimento grevista.



No entanto, o sindicato conseguiu esta semana uma vitória na Justiça: o desembargador Ademir Pimentelque concedeu liminar para o governoapós a exposição da direção do Sepe (o sindicato explicou que desde o ano passado tenta negociar com o governo e que a categoria teve motivos justos para realizar a greve de advertência de 72 horas),determinou que o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) do Tribunal de Justiça discuta o processo novamente. O Núcleo é coordenado pela desembargadora Marilene Melo Alves.



Outra boa notícia recebida hoje (30) é que o secretário Wilson Risolia aceitou discutir com o sindicato na sexta-feirana parte da manhã, a pauta de negociação dos profissionais de educação do estado.

sábado, 4 de maio de 2013

Carta de Apoio à Chapa 4 - QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA


CARTA DE APOIO À CHAPA 4

QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA

PARA O CENTRO ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFRJ

Desde 1939, a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) – outrora Escola Nacional de Educação Física e Desportos – se constitui nacionalmente em significativa referência para a formação de gerações de professores de Educação Física. Durante esse período, o corpo discente esteve à altura dessa história, protagonizando eventos e situando-se na vanguarda das lutas, como a greve estudantil de 1956, a criação da União Nacional dos Estudantes de Educação Física, a resistência à Ditadura empresarial-militar, a realização de Encontros Nacionais e Regionais, a criação e consolidação da Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física etc.

A conscientização política por meio de reuniões, Assembléias, panfletos, jornais O DARDO, passadas em sala; as lutas em defesa das reivindicações estudantis, da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, de melhorias na EEFD, contra os cursos pagos; a participação em Encontros Nacionais e Regionais de Estudantes de Educação Física e Nacionais de Estudantes de Arte; a organização de eventos como o III e o IV Simpósio; a articulação com o conjunto da juventude e da classe trabalhadora brasileira; o protagonismo das lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, pela regulamentação do Trabalho e contra a regulamentação da profissão, a defesa da Licenciatura Ampliada em vez da fragmentação curricular; enfim a construção do Movimento Estudantil combativo, formativo e presente no cotidiano fazem parte da realidade do CAEFD-UFRJ.

No final de 2002, o CAEFD reabriu suas portas após um tempo de inatividade, sendo uma entidade importantíssima para construir melhores rumos para a EEFD e estando à frente de lutas nacionais do Movimento Estudantil Geral, da Educação Física e da própria UFRJ. Na próxima semana, ocorrem as eleições para representantes de Departamento e Congregação e para a gestão 2013-2014 do Centro Acadêmico. Além da continuidade dos ataques à Educação Pública realizados pelo Governo Dilma, indo de encontro à autonomia universitária ao implementar a EBSERH goela abaixo, na EEFD acompanhamos a postura arbitrária do diretor Leandro Nogueira, que persegue estudantes e tenta passar por cima da autonomia do Movimento Estudantil. Neste contexto, é extremamente necessário que uma gestão do CAEFD leve à frente o real papel das Lutas Estudantis, não aceitando as imposições de direções, de Reitorias e de Governos!

Portanto, os estudantes da EEFD optarão entre a defesa da autonomia do Movimento Estudantil e da luta contra a repressão, o autoritarismo e a perseguição política da Direção – plataforma expressa pela chapa 4 – e um grupo que não se pronuncia sobre tal situação por conta de sua relação de tutela com a Direção – chapa de oposição.

Nós, que acompanhamos a trajetória do CAEFD desde 2002 e apoiamos a autonomia do Movimento Estudantil e as diversas lutas em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade; da Regulamentação do Trabalho; da Licenciatura Ampliada; das melhorias na EEFD; e contra o autoritarismo do diretor Leandro Nogueira; registramos nosso total e irrestrito apoio à chapa 4 – QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para a próxima gestão, com a certeza de que os 37 integrantes conformam a opção coerente, coesa, combativa e que caminharão lado a lado às lutas da classe trabalhadora.

Assinam esta carta

Gabriel Rodrigues Daumas Marques, professor de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; diretor do SEPE Macaé; ex-diretor do CAEFD (2003-2007)

Elielsom Silva dos Santos, professor de Educação Física das redes municipais de Magé e Nova Iguaçu; ex-diretor do CAEFD (2007-2009)

Vivian Machado Dutra, professora de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretora do CAEFD (2006-2009)

Bruno Gawryszewski, professor de Educação Física da Escola Nacional de Circo; ex-diretor do CAEFD (2002-2005)

Cínthia Ramos de Pinho Barreto, professora de Educação Física das redes municipais do Rio e Macaé; ex-diretora do CAEFD (2003-2007)

Kátia Laguna, professora de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-aluna da EEFD (2003-2007)

Erickson Fernandes Borges, professor de Educação Física da SMEL-Rio, ex-aluno da EEFD (2005-2010)

Bruno Rodolfo Martins, professor de Educação Física da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2005-2006)

Daniel Moreira Leal Raposo, professor de Educação Física da rede estadual do RJ e da rede municipal do Rio de Janeiro; ex-diretor do CAEFD (2006-2007)

Gustavo Oliveira dos Santos, professor de Educação Física da rede municipal de Niterói; ex-diretor do CAEFD (2004-2008)

Mario Luiz dos Reis Marques, professor de Educação Física da rede estadual do RJ; ex-aluno da EEFD (1975-1979)

Thais Oliveira, professora de Educação Física das redes municipais de Macaé e Búzios; ex-aluna da EEFD (2003-2008) e da Pós-Graduação em Pedagogia Crítica da Educação Física (2011).

Carlos Leal, ex-diretor do CAECO e do DCE Mario Prata (2005); Doutorando na Escola de Comunicação e Artes da USP.


terça-feira, 5 de março de 2013

AS MOBILIZAÇÕES SÃO NOSSO ÚNICO CAMINHO PARA DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Eis nosso panfleto que será distribuído na MARCHA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO de hoje:


A cartilha neoliberal segue implementada pelos diferentes governantes em nosso país. Ao passo que promovem o sucateamento da Educação Pública e abrem espaço para a privatização, elaboram políticas para intensificar o trabalho docente, retirar direitos historicamente conquistados, destruir a carreira e manter o arrocho salarial! O Rio de Janeiro dos megaeventos esportivos tem sido a ‘galinha dos ovos de ouro’ – para poucos na cidade! Com a permissividade dos Governos Federal, Estadual e Municipal, empreiteiros e empresários fazem as festas, com obras cada vez mais lucrativas. Para o conjunto da população, restam as mazelas e os sofrimentos, além da criminalização daqueles e daquelas que “ousam” questionar os atuais rumos e defender um outro projeto para a cidade. Não somos pessimistas! Somos realistas e podemos não apenas imaginar, como garantir que nestes passos, na Copa, só vai piorar...

            Em nível federal, os anos dos governos petistas de Lula e Dilma – e sua ampla base de coalizão – foram e estão marcados por cortes de verbas públicas para a Educação Pública e políticas de precarização da mesma, enquanto recursos são transferidos para a iniciativa privada! As Parcerias Público-Privadas, a Lei de Inovação Tecnológica, o SINAES/ENADE, o ProUni, o ENEM e o REUNI, implementados sem debates com a comunidade acadêmica, demonstram o caráter nefasto da Reforma Universitária e neoliberal do governo do PT! Enfrentando os ataques ao Plano de Carreira e lutando por melhores condições de trabalho, os docentes protagonizaram uma importante greve no ano passado, sem dúvidas necessária e a mais forte já realizada desde a greve de 2001, contra Fernando Henrique Cardoso e Paulo Renato.

            No Estado do Rio de Janeiro, onde o Governador xinga bombeiros, médicos e educadores, a situação da Educação é deveras preocupante! Além de um salário baixíssimo para quem ingressa na rede, lidamos com péssimas condições de trabalho e Sérgio Cabral a cada ano tenta destruir algo do Plano de Carreira que foi conquistado pela categoria! Por meio de greve e ações com maior poder de radicalização – como a Ocupação da Rua da Ajuda em 2011 – conseguimos reverter e resistir, impedindo maiores ataques! Neste ano, Cabral e seu secretário Wilson Risolia querem remover funcionários das escolas para colocar terceirizados em seu lugar, além de anunciar ainda mais meritocracia, com o objetivo de culpabilizar os educadores pelas péssimas condições de trabalho nas quais as escolas se encontram!

            Como bom estudante – do FMI – Eduardo Paes faz de tudo para garantir situação semelhante às anteriores na capital! A “Cidade Olímpica” tem sido o laboratório das políticas elaboradas pelo Movimento Todos Pela Educação, que possui uma de suas principais representantes à frente da Secretaria Municipal de Educação – Claudia Costin. Tal Movimento é composto por diversos setores privados, ligados a bancos e empresas! Enquanto o Prefeito retira do Fundo para a Educação Básica mais de um milhão de reais para pagar à empresa Estrela 20 mil jogos BANCO IMOBILIÁRIO que fazem propagandas de suas obras, as escolas seguem com turmas superlotadas e seus profissionais adoecem diante de tantos problemas!

            Portanto, as paralisações das redes estadual do RJ e municipais do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias hoje, além das participações de Educadores das demais redes, estudantes, responsáveis e demais cidadãos nesta Marcha em Defesa da Educação são fundamentais para ecoarmos nosso grito de resistência contra todos os ataques dos Governos Dilma, Cabral e Paes – e outros prefeitos em suas cidades! Apenas nossa luta coletiva e organizada pode apontar o caminho para resultados concretos e positivos para a categoria e para a Educação Pública!


Vivian (Rio): 8333-3765 / Elielsom (Nova Iguaçu): 8772-6028 / Gabriel (Macaé): 9450-2472

sexta-feira, 1 de março de 2013

Por um 2013 de Lutas em defesa da Educação Macaense


Apesar do alardeado crescimento na chamada “capital nacional do petróleo”, é nítido que este não alcança a maior parte da população! Enquanto cresce a arrecadação municipal – com os impostos e os royalties do petróleo, há sérios problemas devido à falta de investimentos públicos na Saúde, no Lazer e na Educação. O ano de 2013 se inicia com uma nova gestão no município, mas nós já aprendemos com as experiências de 2011: melhorias salariais e de condições de trabalho não surgem pela boa vontade dos governantes; e sim com organização coletiva e mobilização da categoria, quando forjamos a retirada da obrigatoriedade dos 3 dias para professores C e tivemos conquistas como o Plano de Carreira – ainda aquém daquele que merecemos – em 2011!

Em nossa rede, precisamos de construção de novas escolas, de reforma de boa parte das 105 existentes e de diminuição da quantidade de estudantes por professor. Melhores intervenções pedagógicas exigem ainda a realização de concursos públicos para merendeiras, inspetores, porteiros, auxiliares de serviços gerais etc., que permitirá o fim da terceirização. Faremos aniversário de 9 anos SEM AUMENTO SALARIAL! Macaé segue a linha operada por Dilma Rousseff nacionalmente e por Sérgio Cabral no Estado, garantindo mais lucros para banqueiros e empresários e menos verba para as políticas públicas! Portanto, precisamos fortalecer nosso SINDICATO, nos filiando e participando das Assembleias para apresentarmos e garantirmos nossa pauta de reivindicações ao Prefeito Aluízio e a Secretária Lúcia Tomaz.

Desde agosto de 2012, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – SEPE Macaé – encontra-se com uma nova gestão, renovando seus quadros e potencializando a disposição em organizar a categoria para as Lutas que hão de vir. Nosso movimento – SINDICALISMO MILITANTE – também faz parte, pela minoria, da gestão 2012-2015 e entende que apenas nossa LUTA pode transformar a realidade, com salários dignos, plano de carreira que efetivamente nos valorize, escolas com materiais e infra-estrutura, sem superlotação, sem terceirizações ou privatizações, bases para uma proposta crítica e emancipatória!

Na última quarta-feira, 27 de fevereiro, a gestão do SEPE Macaé se reuniu com a Secretária de Educação Lúcia Tomaz, que nos ouviu durante três horas, mas não forneceu respostas concretas para nossas questões e reivindicações. Uma nova reunião está agendada para 27 de março e lá vamos cobrar novamente para que as MUDANÇAS efetivamente aconteçam e possamos melhorar a realidade da Educação Pública no município! Enquanto isso, é tempo de nos organizarmos para pressionarmos de maneira organizada!

Contatos
Sindicalismo Militante:  sindicalismo_militante@yahoo.com.br 
Gabriel (21)9450-2472 / (22)9283-0827

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Prestação de contas da rifa do Movimento

No final de 2012, nosso Movimento realizou uma rifa de final de ano, objetivando angariar fundos para os materiais que faremos ao longo das lutas em 2013, como panfletos, cartazes e faixas, além de auxiliar para rodarmos escolas e dialogarmos com o conjunto d@s Educador@s!

Foram vendidos 189 números a R$1,00 e gastamos R$12,00 com 6 blocos + R$45,00 com o panetone que foi rifado. O saldo positivo foi de R$132,00.

A extração 04722 da Loteria Federal, no dia 26 de dezembro, foi o método para o sorteio do premiado. Como não tínhamos o número 917 e não vendemos o número 441, o panetone ficou para o comprador do terceiro número, exatamente o 001. O professor de Educação Artística da rede municipal de Macaé Gabriel Verani foi o primeiro a comprar a rifa e garantiu o panetone, além de colaborar com a campanha financeira do Movimento Sindicalismo Militante.

Agradecemos a todos e todas que participaram e apoiaram. Em breve teremos novas iniciativas e já estamos nas Assembleias e nas reuniões para construir as Lutas em defesa da Educação Pública em 2013! 

Saudações de Luta!