Nas últimas semanas, importantes lutas da classe trabalhadora têm ocorrido no Estado do Rio de Janeiro. Acompanhamos os governantes cortarem verbas de serviços públicos essenciais à população – como a Saúde e a Educação - e destinarem milhões de reais que beneficiam empresários e empreiteiras – com as reformas para preparar o Estado para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, elitizando nosso gigante Maracanã e expulsando famílias de suas residências. Diante dessa opção, o Governador Sérgio Cabral/PMDB realiza uma política de arrocho salarial sobre os servidores estaduais, assim como de precarização das condições de trabalho.
A corporação dos bombeiros e os profissionais da Educação encontram-se numa luta importante por melhorias salariais e das condições de trabalho, enfrentando, desta maneira, o governo truculento e burguês de Sérgio Cabral. Nesse cenário, a Associação Nacional dos Torcedores do Rio de Janeiro (ANT-RJ) manifesta seu apoio às mobilizações, posicionando-se pela anistia criminal e administrativa dos 439 heróis presos politicamente a mando do Governador; pelo aumento salarial dos servidores estaduais; contra a privatização e as terceirizações, pelo aumento dos investimentos públicos nos serviços básicos de atendimento à população como a Saúde e a Educação; em defesa da greve como instrumento legítimo e de luta dos trabalhadores; contra o governo estadual do Rio de Janeiro, por seu caráter opressor e truculento.
Na Assembleia da última quinta-feira, os profissionais da Educação de Macaé deliberaram pela paralisação de 24h amanhã, terça-feira 21 de junho!
Infelizmente, o SEPE-Macaé recebeu ontem (Domingo) um comunicado da Secretaria de Educação (SEMED) informando que, em virtude de uma viagem do Prefeito Riverton Mussi ao Distrito Federal, o encontro com a Comissão de Negociação foi remarcado para a terça-feira 28 de junho, às 17h.
Hoje à tarde (segunda-feira) novo comunicado foi enviado: a data inicial da reunião da comissão de negociação voltou a valer! Portanto, após o ato, seremos recebidos pela Prefeitura!
Nossa Assembleia às 15h está mantida, na Praça Veríssimo de Melo, com manifestação em seguida!
O SINDICALISMO MILITANTE convoca o conjunto da categoria para aderir à paralisação e participar da Assembleia e da manifestação! Estamos em estado de GREVE! É preciso debatermos com muita qualidade e otimismo o momento que vivemos na Educação em Macaé, preparando a GREVE como instrumento de luta para pressionar a Prefeitura a negociar e atender às demandas para aumento salarial e melhoria da qualidade da Educação Pública!
Somando-se às lutas da rede estadual, em greve, os profissionais da Educação da rede municipal de Macaé deliberaram pela paralisação de 24h na última quinta-feira, 16 de junho. Cerca de 70% dos profissionais aderiram à paralisação, realizando ainda uma manifestação unificada das redes, iniciada às 10h na Praça Veríssimo de Melo, que percorreu as ruas do Centro da cidade até chegar à sede da Prefeitura. Aproximadamente 600 educadores e estudantes participaram da passeata.
Como o prefeito Riverton Mussi/PMDB não estava presente, por telefone solicitou aos procuradores que recebessem uma comissão para dialogar. Em Assembleia, os presentes indicaram três diretores do SEPE, dois professores A, dois professores C, uma auxiliar de serviços escolares, uma mãe de aluno e um estudante. A comissão apresentou os principais pontos da pauta de reivindicações e um clima cordial estava estabelecido, até a chegada do Secretário de Educação Guto Garcia, que se portou de maneira truculenta, chegando a afirmar precipitadamente que a Prefeitura não abonaria a falta dos profissionais em paralisação e que "a escola é a 'cara' da diretora; se está em más condições, é porque a diretora não está correndo atrás". Como o diálogo com a Procuradoria foi introdutório e diante da pressão realizada na terceira paralisação com manifestação de rua no ano, o Prefeito se comprometeu a receber a mesma comissão na próxima terça-feira, 21 de junho, às 17h, para que prossigam as negociações.
A categoria deliberou nova paralisação de 24h para terça-feira. Será realizada uma Assembleia às 15h na Praça Veríssimo de Melo, de onde sairá nova passeata até a Prefeitura.
O SINDICALISMO MILITANTE esteve presente na manifestação, distribuindo seu panfleto, realizando intervenções e puxando palavras de ordem durante a passeata. Após o ato, realizamos passadas em três escolas, deixando cartazes informando a paralisação e dialogando com os educadores acerca da importância de uma adesão forte para obtermos mais conquistas e melhorias para a Educação Pública em Macaé. O Professor Gabriel, do Colégio Municipal Botafogo, é um dos representantes na comissão e ratificou a posição do movimento: "apenas a nossa Luta pode transformar em realidade o slogan que aponta a Educação como a maior riqueza de Macaé. Mantendo a mobilização, pressionaremos a Prefeitura para que inicie o atendimento dos 21 pontos de nossa pauta. Até agora obtivemos avanços significativos, como a incorporação da regência e a equiparação salarial, mas efetivamente nenhum ponto da pauta foi atendido. O momento é ótimo no município, pois a Educação nunca tinha levado centenas de pessoas às ruas e esse ano foi a terceira atividade, que contou com o maciço apoio da população, que buzinava nos carros e aplaudia ao ver a passeata".
Aproveitamos a oportunidade para que os professores C prestem muita atenção na proposta da Prefeitura de "nos fornecer a opção de trocar a carga horária das 16h para 20h semanais". Hoje, quem possui a carga de 16h, leciona 12 tempos por semana (12 horas-aula); trocando para 20h, lecionará 18 tempos, pois serão 15h em sala (18 horas-aula) e as 5h restantes para planejamento, segundo explicações do Secretário de Educação durante o Fórum Municipal de Educação, no dia 15 de junho. Haverá, portanto, um aumento de 50% da carga de trabalho, enquanto a diferença salarial não chega a 25%! "Os professores de Português e Matemática passam a ter três turmas em vez de duas; os de História, Ciências e Geografia passam a seis em vez de quatro; e os de Educação Física, Educação Artística e Língua Inglesa, nove turmas em vez das seis atuais. Além da sobrecarga de trabalho, as adesões individuais à nova carga horária dividem a categoria, pois haveria duas cargas horárias diferentes para o mesmo cargo e professores antigos pegariam mais turmas na escola, possivelmente faltando turmas para os professores novos, que seriam forçados a buscar tempos em outras unidades escolares! Portanto, fica nosso apelo para que NENHUM PROFISSIONAL ACEITE A MUDANÇA DA CARGA HORÁRIA!", explicou o Professor Gabriel.
PRÓXIMA TERÇA-FEIRA 21 DE JUNHO
PARALISAÇÃO DE 24H
ÀS 15H - ASSEMBLEIA NA PRAÇA VERÍSSIMO DE MELO
PASSEATA ATÉ A PREFEITURA
17H - REUNIÃO DA COMISSÃO COM O PREFEITO RIVERTON MUSSI
Eis nosso panfleto para distribuirmos na manifestação que acontecerá amanhã na rede municipal de Macaé, a partir das 10h, na Praça Veríssimo de Melo. Os profissionais da Educação da rede municipal paralisam suas atividades e realizam ato unificado com os profissionais em greve da rede estadual!
Alardeada como "a capital nacional do petróleo", a cidade de Macaé cresce diariamente, recebendo novas empresas, expandindo sua rede hoteleira e aumentando a especulação imobiliária. Este crescimento é, no entanto, para poucos. A arrecadação municipal cresce com os impostos e os royalties do petróleo, mas a população macaense sofre com a falta de investimentos públicos na Saúde, no Lazer e na Educação.
Para a Educação, a exigência é a construção de novas escolas, a reforma de boa parte das 109 existentes e a diminuição da quantidade de alunos por professor. Melhores intervenções pedagógicas exigem ainda a realização de concursos públicos para merendeiras, inspetores, porteiros, auxiliares de serviços gerais etc., que permitirá o fim da terceirização. Além disso, desde o início do Governo Riverton Mussi/PMDB, os servidores não possuem um aumento real dos seus salários! Política em acordo com a orientação de arrocho salarial, precarização, privatização e meritocracia vindas do Governador Sérgio Cabral/PMDB e da Presidenta Dilma Rousseff/PT, que cortou R$3 bi da Educação neste ano. Arrocho e precarização de um lado e recursos públicos para as obras milionárias da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Mais lucros para banqueiros e empresários, menos verba para as políticas públicas! A mobilização iniciada em fevereiro de 2011 aqui em Macaé permitiu um salto de qualidade. Garantimos o recuo da SEMED e a retirada da obrigatoriedade dos 3 dias para professores C.
A continuidade da nossa organização e luta influenciou a incorporação da regência para aposentadoria e a equiparação salarial, deliberadas na Câmara Municipal! São avanços! Mas nós queremos mais e podemos mais! E é preciso LUTAR para conquistar novas vitórias! Manifestações de rua, paralisações e greve são nossas armas para defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade e para garantia de melhores salários! O marketing da Prefeitura diz que a Educação é a maior riqueza de Macaé. Este slogan não corresponde à prática da SEMED e às prioridades de Riverton!
O SINDICALISMO MILITANTE entende que apenas nossa LUTA pode transformar essa máxima em realidade, com salários dignos, plano de carreira que nos valorize efetivamente, escolas com materiais e infra-estrutura, sem superlotação, sem terceirizações ou privatizações, bases para uma proposta crítica e emancipatória!
Mais de 2.000 profissionais da Educação estiveram presentes no Club Municipal, na tarde de terça-feira, 14 de junho de 2011. Com muito entusiasmo e esperança de dias melhores para a Educação Pública no Rio de Janeiro, os profissionais da Educação deliberaram pela continuidade da greve, entoando euforicamente palavras de ordem (veja no vídeo abaixo). A próxima Assembleia será realizada no dia 20 de junho, segunda-feira, a partir das 14h. Diante da crescente adesão à greve, haverá a tentativa de realizar o próximo encontro no Ginásio do Club Municipal, pois o auditório não está comportando.
Enquanto a Secretaria de Educação propaga para a mídia que apenas 2% dos trabalhadores aderiram à greve, dados do movimento grevista apontam mais de 70% de adesão, com alguns locais alcançando os 90%, como em algumas cidades da Baixada Fluminense. Na audiência de quinta-feira passada com o SEPE, o Secretário de Educação Wilson Risolia pediu um "voto de confiança", para que esperemos a arrecadação estadual no primeiro semestre! Se não gastasse com aluguéis de computadores e aparelhos de ar condicionado e se não desviasse verbas para a reforma já bilionária do Maracanã, o Governo poderia atender às reivindicações! Ou seja, é o Governo o verdadeiro responsável pela continuidade da greve.
Diversos estudantes participaram da Assembleia, dando seu apoio ao movimento e à luta! Precisamos realizar uma luta unificada, ampliando o apoio da sociedade para darmos um basta na meritocracia, na precarização, na privatização, no produtivismo e na falta de investimentos na Educação Pública.
Na próxima sexta-feira, a partir das 10h, haverá uma passeata que percorrerá da Candelária até a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. O SINDICALISMO MILITANTE convoca todos os profissionais da Educação para a manifestação! Só a nossa Luta poderá garantir as conquistas!
Bombeiros recebem homenagens na Assembleia dos Profissionais da Educação.
Na última terça-feira, 7 de junho, os profissionais da Educação do Rio de Janeiro deliberaram pela greve sem assinatura de ponto, por tempo indeterminado. A decisão da categoria foi precedida pela presença de uma comissão de 20 bombeiros, que receberam flores e foram homenageados por conta de sua combativa Luta. Visando à unificação dos servidores públicos, a palavra de ordem "Greve Geral derruba o Cabral!" foi entoada com muito ânimo pela maioria esmagadora dos presentes no Club Municipal. Dentre os mais de 1400 profissionais da Educação presentes na Assembleia, apenas uns 15 votaram contra a greve. Após a votação, os educadores cantaram que "a Educação parou!" A pauta de reivindicações foi apresentada e um calendário de mobilizações articulado.
Mais de 1400 profissionais da Educação lotam o Club Municipal para deliberar pela GREVE!
Sinta o clima da Assembleia:
Ontem, dia 10 de junho, estivemos na passeata que reuniu milhares de educadores e estudantes, caminhando da Candelária até a ALERJ, onde nos encontramos com os bombeiros presentes na escadaria desde domingo.
Veja como foi a manifestação:
E convocamos a população fluminense para lotarmos a orla de Copacabana, amanhã a partir das 10h. Pela anistia dos 439 bombeiros presos politicamente por Sérgio Cabral! Pela ampliação dos investimentos na Educaçã Pública e demais serviços de atendimento à população do Estado do Rio de Janeiro! Por uma Greve Geral! Abaixo o Governo de Sérgio Cabral!
Do Rio que tudo arrasta diz-se violento Mas ninguém diz serem violentas as margens que o comprimem. Bertolt Brecht
O Governador Sérgio Cabral novamente vai à mídia fazer discursos com palavreado forte. Dessa vez, o adjetivo "vândalos" foi direcionado aos bombeiros do Rio de Janeiro, que ocuparam o Quartel Geral da Corporação na noite de ontem, 3 de junho de 2011, e encontram-se em luta para melhorias das condições salariais e de trabalho.
Como resposta, o Governador envia o Batalhão de Operações Policiais Especiais para reprimir de maneira truculenta os manifestantes e seus familiares e seguir sua ação de criminalização dos Movimentos Sociais.
Nós, do Sindicalismo Militante, movimento que reúne profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro, que também sofremos com o descaso, o desrespeito e a truculência do Governo Sérgio Cabral/PMDB, manifestamos nossa total solidariedade à luta dos bombeiros e exigimos a Libertação Imediata dos 439 presos!
Aproveitamos a oportunidade para convocar a população do Rio de Janeiro para comparecer à manifestação de apoio à luta dos Bombeiros, amanhã (05/06), a partir das 9h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).
O Sindicalismo Militante é um movimento de oposição de esquerda organizado por professores e funcionários da rede estadual e das redes municipais que atuam no SEPE-RJ.
Nosso marco de nascimento foi a greve da rede estadual de 2009, quando participamos ativamente das lutas e nos consolidamos como movimento de oposição de esquerda à direção do Sindicato.
Lutamos pela organização dos profissionais de educação a partir dos locais de trabalho, fundamental para fortalecermos as lutas dos professores e funcionários por melhores condições de trabalho e pela qualidade da educação pública (contra os processos neoliberais de precarização da educação realizados pelos governos Dilma, Cabral e Paes).