quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pela anulação do Plano de Carreira aprovado na Câmara a mando de Paes

Nosso movimento se fortalece e coloca o governo em xeque. Por sua vez, o Estado usa seu braço armado para barrar, à força, os avanços e as vitórias que podemos conquistar por meio das lutas. Lutando, avançamos em nossa consciência de classe e nos organizamos ainda mais. No Rio de Janeiro, vivenciamos estes avanços com a greve profissionais da educação da maior rede da América Latina!

No dia 26 de Setembro, iniciou-se uma ocupação à Câmara Municipal, já que o prefeito Eduardo Paes passou por cima de acordos feitos durante a greve com o Sindicato dos Profissionais da Educação. A Prefeitura formulou uma proposta de plano de carreira que não atende integralmente NENHUM setor da categoria.

Os profissionais da educação, completamente traídos pelo governo, decidimos retornar à greve e realizar ações mais radicalizadas, para denunciar à população o que REALMENTE ocorre com a educação do Rio, dirigida pela gestão meritocrática de Claudia Costin, como também para forçar o governo a negociar, retirando integralmente o projeto do plano de carreira e seu caráter de urgência.

A ocupação durou até 28 de Setembro, quando ocorreu uma ação brutal da Polícia Militar (PM) contra os manifestantes que ocupavam a Câmara e os que faziam vigília do lado de fora. Os profissionais que ali se manifestavam foram covardemente empurrados, espancados, sofreram agressões psicológicas e tomaram bomba de gás e spray de pimenta. Os verdadeiros responsáveis pela truculência foram o presidente da Câmara Jorge Felipe – que encomendou o pedido da PM – o Governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes, um trio do PMDB. Os profissionais que ali estiveram e estão, dando suas vidas em defesa da Educação pública e de qualidade, e lutando contra a política quantitativa, que visa a transformar os alunos em números e professores em empregados generalistas exclusivos e mal remunerados.

Apesar da repressão, nos mantivemos firmes e fortes. No dia 30 de Setembro, os profissionais da educação foram novamente reprimidos na frente da Câmara, junto com os Black Blocs. Não adianta nem pensar que essa repressão ocorreu por causa dos black blocs, isso seria uma inverdade absurda, visto que no Sábado quem estava na Câmara eram os profissionais da educação. Obviamente esse argumento será utilizado pela PM para justificar sua atitude truculenta contra os manifestantes. Nesta terça-feira, 1 de outubro, acompanhamos mais um grande aparato da PM para garantir que a proposta de plano de carreira fosse aprovada pela base governista da Câmara de Vereadores. A população foi impedida de se aproximar desta casa que não nos representa sob efeitos de bombas e tiros de borracha. De maneira covarde e truculenta, novamente a PM atacou os profissionais da Educação e toda a população que nos apoiava, ao passo que a Câmara dava aval para Paes realizar seu projeto de reformulação da carreira dos Educadores no Rio de Janeiro.

Todos sabemos que a polícia não precisa ser agredida para agredir. A polícia não revida, a polícia representa e defende os interesses do Estado. O que nós, profissionais da educação estamos fazendo ali é defender nossos interesses, que são antagônicos aos do Estado, denunciando o desvio de verbas da educação para as empresas privadas, exigindo a abertura de contas da Educação e do FUNDEB, exigindo uma educação de qualidade para os filhos dos trabalhadores, e uma valorização dos profissionais da educação, pautas que se chocam com interesses de empresários.

O que o Estado e as empresas privadas querem é que os filhos dos trabalhadores, permaneçam trabalhadores, de forma mecânica e sem consciência crítica. As empresas privadas, junto com a prefeitura, investem nisso, por meio dos variados projetos na rede de ensino, fazendo aumentar números e lucros, assim como atuando na terceirização de segmentos importantes, como porteiros e cozinheiras escolares. Os projetos mantidos pela prefeitura, com verba pública, que não retiravam das estatísticas os alunos com baixo rendimento, estão sendo sumariamente fechados, e uma verba que não temos dimensão da quantia está sendo colocada nas empresas privadas que gerem projetos que não atendem às necessidades e às realidades das escolas, fazendo alunos sumirem das estatísticas.

Já o FUNDEB, “ninguém sabe, ninguém viu”, pra o nosso contracheque não vem e para a nossa escola não vai. Há denúncias de que essa verba é entregue à Fundação Roberto Marinho (Rede Globo) para gerir projetos escolares, e para as empresas de ônibus, através do RIO CARD, cujo monopólio pertence a Jacob Barata, sogro de Sérgio Cabral. ISSO É ILEGAL!

Diante de todo esse confronto, envolvendo verba federal, onde está Dilma? Calada, em qualquer canto, fingindo “estar de mal” com os Estados Unidos, sem nenhuma menção ao que está acontecendo no Rio de Janeiro. Claro! Cala para não se comprometer porque o vice-prefeito é do PT, porque seu governo tem como base o PMDB, porque também vive de aliança com empresários!

Com interesses antagônicos e pressionando o Estado e os empresários, nós, os aguerridos profissionais da Educação, seguimos em frente, de cabeça erguida, sem medo de ameaças. Nosso coro se fortalece com a greve da rede estadual e de maneira unificada seguiremos em frente! A greve continua até o Prefeito recuar e vetar seu Projeto de Plano de Carreira que nos ataca e até termos a garantia de melhores condições pedagógicas e de trabalho em nossas escolas. Nossa rede acordou e não quer voltar ao pesadelo. Portanto, frente ao brutal ataque à Educação Pública do Rio de Janeiro, precisamos impulsionar a luta pela anulação deste Plano de Carreira e construir de maneira unificada uma grande manifestação com o conjunto da população para repudiar os governos de Eduardo Paes e Sérgio Cabral!


Pela anulação do Plano de Carreira aprovado na Câmara 
a mando do Prefeito Eduardo Paes!

Pela construção de um grande ato de massas unificado que mobilize a 
população carioca contra Paes e Cabral

Contra a meritocracia - Fora Costin e Risolia!

FORA CABRAL, VÁ COM PAES!


Fala da Professora Vivian Dutra, durante a manifestação do dia 1 de outubro.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Retomar pela base as Lutas na rede de Nova Iguaçu

Em um momento onde acompanhamos o movimento histórico d@s professor@s do município do Rio de Janeiro, a grande greve que vem sendo realizada pel@s companheir@s do Estado do Rio de Janeiro, além dos diversos movimentos que ocorrem, com menos destaque na mídia, mas não sendo menos importantes, como Belford Roxo, Queimados, Macaé, Duque de Caxias, é possível nos perguntarmos sobre a cidade de Nova Iguaçu? Qual o seu lugar nessas lutas?

Após um primeiro semestre intenso, de muitas lutas, paralisações, e inclusive a realização de uma greve, que mobilizou grande parte d@s Educador@s da rede municipal, acompanhamos um momento em que as lutas não estão tão acirradas, e há uma grande dificuldade de mobilizar a categoria novamente. Se no período da greve, e no que a antecedeu, realizávamos Assembleias com paralisações contando com 200, 300 pessoas, nas últimas quatro Assembleias a que mais encheu teve 35 pessoas, contando com os membros da direção do SEPE. Por que isso?

Em primeiro lugar, a maior parcela de culpa está na estratégia adotada pela Direção do SEPE durante o período em que as mobilizações estiveram mais acentuadas e culminaram na greve. Ao invés de colocar a prefeitura em xeque e realizar uma grande pressão, preferiu-se acatar os prazos e confiar nas promessas do Prefeito e da Secretária de Educação, e chegar às Assembleias propalando a grande vitória do movimento sem obter nada de concreto. Só para constar, a greve foi aprovada em uma sexta-feira; e na quarta-feira da semana seguinte, a direção do SEPE já realizava propostas de saída da greve, julgando que apenas o fato de o Prefeito Bornier ter se sentado à mesa para iniciar as negociações já havia sido a grande vitória do movimento. Forneceram-se prazos enormes para a equipe da prefeitura, como mais de um mês para estudos sobre quase todas as pautas, não houve publicização de nenhuma daquelas que seria uma vitória imediata em Diário Oficial, e isso acabou por consumar a tragédia anunciada. Com isso, uma semana depois, o movimento, em uma votação extremamente confusa, sai da greve sem obter nenhuma vitória concreta, e na semana seguinte, vê, na Câmara de Vereadores, a perda de uma vitória histórica, a possibilidade de Eleição dos Diretores.

Em segundo lugar, vemos a estratégia da própria prefeitura. No momento de ascensão das lutas, o Prefeito, assim como os demais governos do PMDB no Rio de Janeiro, anuncia a reposição de 7% para todo o funcionalismo público, obviamente em um sentido de cala-boca para a crescente insatisfação dos servidores, e, sobretudo, dos educadores, a categoria mais atuante no período. Em seguida, há o processo de troca na chefia da Secretaria de Educação, onde saiu um secretário mais disposto a negociar, e menos habilidoso politicamente, e entra uma Secretária muito mais experiente, e professora da rede há anos. Nesse processo de troca, vemos inúmeras entrevistas da Secretária, anunciando as melhorias da rede, e pedindo paciência para os professores, que as demandas seriam atendidas gradualmente. Ademais, com relação à eleição dos diretores, tanto o Prefeito quanto a Secretária de Educação, se colocam contrários ao fim da Eleição dos Diretores, mas o chefe do Governo na câmara, que foi o autor da proposta, não arquiva a proposta, sendo mais uma jogada política, porquanto seria a Câmara que teria os poderes de aprovar, ou não, a Lei, ainda que houvesse veto do Prefeito, como houve, e, assim, ele sairia “bem na fita”, como um paladino da democracia, o que sabemos que não é.

Em terceiro e último lugar, vemos as coisas “estranhas” que têm acontecido no seio da direção do SEPE. Por exemplo, a ausência de grande parte dos Diretores do Sindicato nas Assembleias, em uma clara tentativa de boicote à campanha de (re)mobilização da Educação; a sabotagem da página do SEPE de Nova Iguaçu, que inclusive foi parar em investigações na Política, colocando dados errados no site do sindicato, datas e locais errados de Assembleia, uma sabotagem, de fato, para prejudicar o movimento; Diretores que atropelam as decisões da Assembleia, como o caso do CONAE, onde foi deliberada em Assembleia, que o SEPE não iria participar do Teatro estabelecido, e vemos diretores que participaram e enviaram seus nomes como representação dos professores da rede, inclusive como Comissão Organizadora. Por último, após a deliberação do congelamento das paralisações, que, diga-se de passagem, foi uma tentativa de recurso colocada pela terceira Assembleia seguida, pelo mesmo diretor, a realização de uma Reunião com o Prefeito e a Secretária com apenas um Diretor do SEPE, onde são prometidas realizações das promessas feitas ainda na greve, e que não há ainda nem uma perspectiva de oficialização.


Sendo assim, após a perda da Eleição dos Diretores, e com a publicação no Diário Oficial da revisão do PCCS articulando-o a elementos de avaliação de desempenho e cumprimento de metas, uma clara cópia das políticas meritocráticas adotadas no Estado e Município do Rio de Janeiro, que culminaram nesse processo de greve, torna-se fundamental a retomada da mobilização, não apenas dos professores, mas de todos os profissionais da Educação da rede municipal de Nova Iguaçu. Todavia, na concepção do Movimento Sindicalismo Militante, esse processo não pode ser realizado de cima para baixo, ou no Gabinete do Prefeito e da Secretária de Educação, como a direção do SEPE tem feito, mas na base, dialogando com os professores, botando a prefeitura em contradição para a própria população, expondo as condições precárias de trabalho a que nós e os alunos somos submetidos, e as recentes tentativas de golpes, que vêm para prejudicar ainda mais a educação de Nova Iguaçu, retirando o pouco de autonomia que ainda temos para trabalhar.

Indicativo de Greve na rede de Macaé

Contra as exigências por reposições de aula causadas pela incompetência ou autoritarismo da Prefeitura.

Uma prefeitura que paralisa as escolas para calar os educadores não pode exigir reposição de aulas.

Vejam o relato resumido do SEPE Macaé sobre os últimos acontecimentos:
http://sepemacae.blogspot.com/2013/08/negociacao-com-prefeitura-boicote-ao.html

A Constituição Brasileira em seu Art. 5°, inciso XXXVII proíbe explicitamente a existência de tribunais de exceção, ou seja, aqueles criados especificamente para julgar casos específicos. Isto fere diversos princípios fundamentais que sustentam qualquer nação democrática, dentre eles a igualdade, a publicidade, a ampla defesa e até mesmo a liberdade.
Em Macaé, o Prefeito arbitrariamente criou um fórum, sem qualquer respaldo dos atores fundamentais da educação, para deliberar e decidir sobre os destinos da categoria. Isto é suficientemente absurdo e arrepiante. No entanto, ganha tons ainda mais tenebrosos se levarmos em consideração que o fórum serviu para decidir assuntos já discutidos, deliberados e decididos, apresentados pelo SEPE desde o dia 27 de fevereiro, com inúmeras reuniões com a SEMED, com a SEMAD, com o Vice-Prefeito e diretamente com o próprio Prefeito.
Apesar de sempre olharmos nossas questões por um viés político, diante de tamanha ilegalidade, temos que atentar para o viés jurídico, pois a lei é o limite para a ação do agente privado. Para o agente público, só é permitido fazer o que ela autoriza. Temos uma Administração Pública que age guiada por interesses privados e patrimonialistas, sob um mentiroso discurso de participativismo e sustentabilidade.
É preciso colocar freios a essa falta de vergonha de nossa classe política, que reiteradamente ultrapassa os limites da lei e da dignidade humana para por em curso seus desejos de mais-valia econômica e de poder. A Educação tem uma tarefa ímpar na capital nacional do petróleo! Na sexta-feira, parcela importante da categoria boicotou o fórum realizado pela Prefeitura e outra parcela que ainda acreditava saiu com insatisfação! A Assembleia do dia 30 de agosto aprovou um INDICATIVO DE GREVE, que será discutido e votado no dia 11 de setembro.

Portanto, o Movimento Sindicalismo Militante convida todos os profissionais da Educação de Macaé para participar da próxima Assembleia da categoria, dia 11 de setembro, às 17 horas, para que possamos realizar uma qualificada discussão e decidir os próximos passos de nossa luta, a verdadeira responsável por garantir todo o processo de negociações e ganhos até o momento. E que só por meio dela podemos efetivar a mudança numa cidade onde a Educação tem pressa!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Avaliação e encaminhamentos para Assembleia de hoje


A quarta-feira, 28 de agosto, já é aguardada ansiosamente não apenas pelos profissionais da Educação da rede municipal do Rio de Janeiro, como pelo conjunto da população que acompanha e apoia a nossa luta em defesa de melhores condições salariais e de trabalho e na incansável batalha para defender a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade. Diante de diversas informações incertas e boatos, precisamos nos concentrar para avaliar todo o movimento grevista, ponderando elementos como o índice de adesão à greve, o apoio da população, a grandeza dos atos de ruas e assembleias, as ações do governo para frear a luta etc. Precisamos colocar na balança da correlação de forças entre o movimento e o governo o que temos de concreto.

1) A reunião do dia 23 de agosto garantiu uma ata assinada pelos representantes do governo que incluía oito itens. É preciso que ratifiquemos o posicionamento de que a saída da greve está condicionada à publicação em Diário Oficial dos pontos 4, 5 e 8. Os itens 1, 2 e 3, relacionados ao Plano de Carreira dos Servidores, só poderão ser concretizados após o prazo de 30 dias e dependem também da aprovação do Legislativo. Portanto, é fundamental que o movimento apresente a data para que a versão final do PCCS seja votada, com paralisação de 24 horas, para presença em massa na Cinelândia e que a Prefeitura garanta o Plenário aberto para a presença dos profissionais da Educação. Em relação aos pontos 6 e 7, a Prefeitura parcialmente atendeu. (Ver documento: http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim273.jpg)

2) A reunião do dia 27 de agosto garantiu nova ata assinada pelos representantes do governo, apresentando nove itens. Ressaltamos mais uma vitória do movimento, com a revogação da Circular relacionada à origem dos profissionais da Educação (http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim294.bmp). Efetivamente, foi o ganho que saiu desta exaustiva reunião. 
O item 2, relacionado à Lei Federal 11.738/08, demonstra que o município do Rio encontra-se na ilegalidade. Além de um prazo para efetivação da nova carga horária, o município precisa apresentar formas de ressarcir o trabalho acima da carga horária exigida realizado pelo corpo docente.
O item 3 necessita de uma regulamentação do máximo de estudantes por turma, de acordo com a faixa etária e a etapa de ensino. 
Sobre o item 8, o avanço é muito tímido. Não basta consultar sobre a adoção dos cadernos pedagógicos. Os modelos de avaliação não podem vir de cima para baixo e precisa voltar para o própria equipe pedagógica a organização da avaliação como processo pedagógico.
A Secretaria reconhece a necessidade de avançar nos itens 4, 5, 6, 7 e 10 e encaminha para que o Grupo de Trabalho Pedagógico discuta durante as próximas reuniões. Assim como estas discussões ainda capengas, faltaram itens como a contrariedade à redução da equipe de direção; o fim da dupla função dos Agentes Auxiliares de Creches; a construção e reforma das quadras poliesportivas; um modelo educacional que não se paute pela meritocracia; a retirada dos pré-requisitos exigidos pela SME para eleição das direções; a manutenção das classes especiais e salas de recursos; a garantia de salas de arte, salas de leitura, laboratórios de informática e ciências em todas as unidades escolares etc.
Ou seja, não podemos interromper a greve sem a existência de um prazo para as respostas das reivindicações acima. É preciso, no nosso entendimento, que haja um prazo para a apresentação dos resultados das reuniões do Grupo de Trabalho e que estes resultados sejam avaliados pelo conjunto da categoria numa data específica.

3) Vale lembrar que a categoria deliberou em Assembleia, expôs em cartazes e cantou em diversos atos a importância do Fora Paes e Fora Costin para melhorar a realidade da Educação municipal e da cidade como um todo. É importante que debatamos esta temática, pois um encaminhamento não pode ficar apenas como elemento de agitação.

Diante do exposto acima, o Movimento Sindicalismo Militante considera fundamental que a Assembleia inicie a discussão sobre a suspensão ou a continuidade da greve somente depois do resultado da primeira audiência de conciliação, que se iniciará às 16h. 

Nossa greve continua forte e não adianta decidirmos precipitadamente a melhor tática para os rumos de nossa luta. Inclusive contamos com mais um fator ao nosso lado, já que a Justiça negou a liminar da Prefeitura que pedia a ilegalidade de nossa greve.

Após a audiência de conciliação e o retorno de seus resultados, teremos elementos mais sólidos para compreender se realmente poderemos avançar nos pontos da pauta sem a necessidade de manutenção da greve ou se ainda é preciso manter certa radicalização para prosseguir a pressão sobre Eduardo Paes e Claudia Costin, já que é evidente que só chegamos até aqui por conta da força de nossa mobilização.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Com meritocracia, a Greve continua

Nesta segunda-feira, 26 de agosto, no décimo nono dia de greve da rede municipal do Rio, tivemos uma qualificada Assembleia. Após a reunião de negociação entre o sindicato e o governo na última sexta-feira, quando o governo sinalizou alguns itens positivamente para a categoria, a direção do SEPE avaliava e encaminhava como melhor decisão a suspensão da greve.

Com mais de 100 inscritos para avaliar o movimento grevista, a proposta para que 10 favoráveis à continuidade e 10 favoráveis à suspensão fizessem falas foi aprovada por ampla maioria dos quase 10.000 profissionais da Educação que lotavam o Terreirão do Samba.



O Movimento Sindicalismo Militante, que já se posicionara em defesa da continuidade da greve (ver postagem http://sindicalismomilitante.blogspot.com.br/2013/08/em-defesa-da-continuidade-da-greve-na.html) teve o professor de Educação Física Gabriel Marques sorteado para realizar a oitava explanação.


Após qualificado debate, foi aprovada por contraste - entre 60 e 70% dos presentes - a continuidade da greve. Fomos em passeata até o prédio da Prefeitura para realizar a Vigília e pressionar para que avancemos ainda mais em nossa pauta. Ao som de "Prefeito, a culpa é tua! Com meritocracia, a greve continua", demonstramos que não estamos cansados e queremos melhorias não apenas salariais, mas também pedagógicas e de condições de trabalho!



O Prefeito Eduardo Paes e a Secretária de Educação Claudia Costin não contavam com esta decisão e agora é o momento da categoria continuar unificando as forças, aderindo à greve e participando das próximas atividades, pois só a luta muda a vida! É motivo de muito orgulho para tod@s vestir a camisa que mostra que fazemos parte desta história, com maciço apoio da população carioca.

Vejam a notícia na página do SEPE: http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=4447

Hoje, 27 de agosto, Vigília a partir das 10:30 em frente à Prefeitura, horário em que haverá uma reunião com a Secretária Claudia Costin.

Amanhã, 28 de agosto, a partir das 14h, Vigília em frente ao Tribunal de Justiça, quando ocorrerá audiência de conciliação sobre a greve.

Amanhã, 28 de agosto, a partir das 15h, ASSEMBLEIA GERAL DA REDE MUNICIPAL!



A GREVE CONTINUA!
PREFEITO, A CULPA É TUA!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Paralisação em Macaé dia 30 de agosto


A rede municipal de Macaé vai paralisar na próxima sexta-feira, 30 de agosto!


Tod@s à Praça Veríssimo de Melo a partir das 9h para nossa Passeata, com Assembleia ao final!


Precisamos voltar a pressionar a Prefeitura para que atenda ao que se comprometeu!


domingo, 25 de agosto de 2013

Em defesa da continuidade da GREVE na rede do Rio

A greve da rede municipal do Rio de Janeiro sem dúvidas é histórica e o balanço até o momento é bastante positivo. Após quase duas décadas sem uma luta tão intensa, o ano de 2013 começou de maneira diferenciada. Antes mesmo do ciclo de mobilizações de junho e julho contra o aumento do preço das passagens em diversas cidades do país, as paralisações no município do Rio e as manifestações aglutinavam cada vez mais profissionais, não apenas aderindo, como auxiliando no processo de mobilização, indo às escolas e discutindo politicamente com os colegas.

A greve foi deliberada na Assembleia do dia 8 de agosto e desde então contabilizamos índices de adesão maiores que 80%. Nos dias 14, 20 e 23 de agosto, Assembléias e passeatas reuniram milhares e milhares de Educador@s em cada uma delas, contando com maciço apoio da população e forçando que a mídia passasse a noticiar com frequência nosso movimento e nossa pauta. Não temos dúvida de que o principal saldo desta luta – ainda em curso – é a retomada de mobilização da categoria e uma confiança de que lutando podemos mudar e conquistar as melhorias desejadas para a defesa da Educação Pública, das condições salariais e de trabalho.

Após setores da mídia tentarem manipular itens de nossa pauta e o Prefeito Eduardo Paes e a Secretária Claudia Costin anunciarem retaliações ou o fim das negociações, a categoria acertadamente deliberou pela continuidade da greve, mantendo-se forte. Depois da segunda manifestação, em 20 de agosto, a Prefeitura foi obrigada a recuar e os próprios personagens principais – Paes e Costin – não apenas aceitaram receber o Sindicato como apresentaram nove itens como resposta à pauta, itens estes principalmente relacionados à pauta econômica (salários, plano de carreira, abono dos dias de paralisações e greve). Confiram a ata da audiência: http://www.seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim273.jpg

É evidente o recuo do Governo, que de ameaças de demissões e cortes de ponto passou para receber para negociar e apresentar propostas com ganhos concretos para os profissionais da Educação. E tal recuo só foi possível devido à força do movimento grevista. Contudo, não podemos ter confiança em Eduardo Paes/PMDB, mesmo com a assinatura de um documento incluindo estes itens. Na história de nossas lutas, situações como esta já aconteceram para frear o movimento e não materializar o acordado em momento posterior. Para além dos itens respondidos pela prefeitura, outro fator importante é cobrar o esclarecimento das contas do FUNDEB, seguindo em pressão para que o repasse para os profissionais de educação ocorra.

A pauta pedagógica e das condições de trabalho terá continuidade de discussões na próxima terça-feira, 27 de agosto, numa reunião com a presença da própria Secretária de Educação. Garantir um bom calendário e um apontamento de resoluções de questões fundamentais para a melhoria do cotidiano de nossas salas de aula precisam aparecer para discutirmos com tranqüilidade e  sobre a saída ou não da greve.

Diante do atrelamento das publicações em Diário Oficial dos nove itens acordados na reunião de sexta-feira, 23 de agosto, ao término da greve; diante da inexistência de alguma resposta sobre os itens pedagógicos e de condições de trabalho (projeto de climatização; 1/3 da carga horária para atividades de planejamento; autonomia pedagógica das unidades escolares e das disciplinas; fim da política meritocrática); amparados pela altíssima adesão à greve e pela participação ampla de diversos profissionais para construir as passadas em escolas e as manifestações de ruas, nós, do Movimento Sindicalismo Militante, consideramos fundamental a CONTINUIDADE DA GREVE, propondo a próxima Assembleia de avaliação da greve e seus resultados para QUARTA-FEIRA, 28 de agosto. Após termos o retorno da reunião de terça-feira e o comprometimento dos nove itens materializado, aí sim teremos elementos para decidir se é o momento para suspender a greve.

A GREVE CONTINUA!
PREFEITO, A CULPA É TUA!