terça-feira, 21 de junho de 2011

E a greve prossegue na rede estadual...

Ontem, em Assembleia novamente lotada, no Club Municipal, os profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro deliberaram, acertadamente, pela continuidade da greve, iniciada em 7 de junho. A próxima Assembleia ocorrerá também no Club Municipal, na quarta-feira, a partir das 14h.


Todavia, antes da decisão, há um importante calendário a ser fortalecido por meio de uma ampla participação da categoria e do apoio da população fluminense. Similar ao apoio às lutas dos bombeiros, quando a população colocou fitas, panos e camisas vermelhas, a Educação estadual solicita que vistamos preto e coloquemos fitas nos carros e panos nas janelas com a cor que simboliza o luto.


Nós, do SINDICALISMO MILITANTE, consideramos essencial a divulgação das atividades da greve, bem como que realizemos amplos esforços para fortalecer a greve enquanto instrumento de luta da classe trabalhadora. Diante da opção do Governo Sérgio Cabral, que não negocia com a categoria e pretende reprimir, cortando o ponto dos profissionais que aderiram à greve, é preciso uma adesão ainda maior como resposta. Segundo informes do SEPE, "no dia 28, a 3ª Vara da Justiça da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio irá analisar o pedido de liminar do Sepe contra o corte do ponto dos profissionais de educação do estado. Todas as partes foram convocadas para a audiência, incluindo o sindicato, governo do estado e Ministério Público. Neste dia, os profissionais de educação vão realizar uma passeata da Candelária até o Fórum, a partir das 12h – a categoria pretende abraçar o TJ, representando a esperança que a Justiça reconheça a justeza da greve."


Além desta atividade na terça-feira, hoje serão realizadas panfletagens e atos em diversas regiões; amanhã (quarta, 22/06), ocorrerá uma vigília em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) a partir das 14h, quando o Secretário Sérgio Ruy receberá uma comissão do sindicato e de parlamentares; também amanhã, a partir das 18h, o ato-show "SOS EDUCAÇÃO" acontecerá na Praça XV.


Por fim, é importantíssimo que no próximo Domingo, 26 de junho, lotemos o Aterro do Flamengo, a partir das 10h. Será realizada uma caminhada, unificando profissionais da Educação, bombeiros e demais categorias de servidores estaduais. A concentração será em frente ao Castelinho do Flamengo e a orientação é para que professores e funcionários vistam-se de preto.

2 comentários:

  1. Recomendo aos amigos um artigo sobre a situação da educação no Brasil, sobretudo a omissão dos SEPEs nesse aspecto. Sempre ouvimos campanhas salariais com greves e mais greves. Mas quantos cursos os sindicatos de professores realizam por ano? Será que toda a arrecadação serve para a política? É por aí. A politização da categoria é mais válida que o aperfeiçoamento profissional.

    Segue abaixo um excelente artigo que retrata um pouco dos equívocos da arte de ensinar no Brasil.

    Como sempre a reinvidicação por melhores salários, mas a qualidade do profissional continua péssima.
    A EDUCAÇÃO DE MENTIRA: Como o Brasil está trocando conhecimento por ideologia
    Quem tem medo da democracia.com Dias trágicos estamos vivendo hoje na educação pública brasileira. Notícias que chocam o cidadão leigo se sucedem dia após dia. Já acostumados a ver as crianças aprovadas automaticamente nas escolas e analfabetos funcionais se formando no segundo grau, agora nos deparamos com novos absurdos...

    http://quemtemmedodademocracia.com/colunas/non-abbiate-paura/a-educacao-de-mentira/

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  2. Acredito que este Felipe Pompeu tenha sido inventado por assessores de Cabral, pois criou perfil em junho (auge da crise) e tem comentários em vários blogs a favor do governador. No entanto, seus argumentos não tem base.
    Abri o link por ele citado e o texto não é bem assim. Pego primeiro a citação extraída por Felipe. Este é o original: "A desgraça da educação brasileira é sim, em grande medida, fruto dos baixos salários dos professores, o que provoca carência de quadros em disciplinas e fuga de grande parte dos mais capazes para outras profissões. Isso a gente já sabe.
    Mas não é o baixo salário dos professores que aprova automaticamente, ensina que falar “os menino pega o peixe” é errado por causa do preconceito da classe dominante ou fecha as APAEs e o IBC contra a vontade e o interesse dos alunos e das famílias desesperadas.
    Também não é somente o PT ou o PSDB ou o DEM, embora todos eles – todos – contra promessas de campanha promovam a aprovação automática para maquiar números de escolarização e nada façam contra o descalabro salarial e educacional."
    O texto também faz referência à péssima qualidade dos livros distribuídos e ao "fechamento autoritário das APAEs e do Benjamin Constant (IBC) instituições amadas e respeitadas em todo o Brasil, referências da educação inclusiva".
    E agora, porta-voz do Cabral?

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